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A resistência ao descaso na educação

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Por Bacelar, para o Mais Região

Há quem diga que o governo não dá educação porque a educação derruba o governo. Esta é uma das frases mais verdadeiras que já ouvi. É impressionante o quanto a educação é tratada com desprezo no Brasil. Nossos alunos e professores convivem diariamente com problemas de infraestrutura e pedagógicos que vão deixando o trabalho do educador mais fragilizado. Na área educacional falta de tudo, inclusive, respeito com os profissionais da área, com os alunos, com a sociedade. Enfim, com o próprio país.

Nossos governantes sabem que a construção de uma nação sólida, mais produtiva e desenvolvida depende da educação, mas eles ignoram completamente tudo o que deve ser feito. E por quê? Porque a educação derruba o governo.

Poderíamos muito bem aumentar os investimentos, oferecer melhores salários e melhores condições de trabalho, mas infelizmente tudo isso fica apenas nas promessas de campanha. Porque falar é bem mais fácil do que agir. Prometer é mais fácil do que cumprir porque a educação derruba o governo.

Tenho que reconhecer que em todos esses anos tivemos alguns avanços. Reduzimos a taxa de analfabetismo, por exemplo, mas muita coisa ainda precisa ser feita. A implementação do Plano Nacional de Educação em sua totalidade é uma delas. Ele está em vigor desde 2015 e estipula 254 metas e estratégias a serem cumpridas, até 2020, pelos estados e municípios, mas infelizmente apenas seis – sim, você leu certo – seis foram implementadas total ou parcialmente até agora. Você também acha um absurdo, né? Agora, e se eu te contasse que ninguém responde por esse cenário caótico da educação, você acreditaria? É por isso que continuo defendendo a responsabilização do gestor público que apresentar retrocesso nos índices educacionais.

Eu sei que alcançar a qualidade educacional não é uma tarefa fácil. E também não acontece da noite para o dia. Requer tempo e ações integradas que vão desde a formação de professores, valorização, estabelecimento de um piso nacional, passando pela infraestrutura chegando à gestão escolar. E a nota boa não vem de graça: exige mais investimentos e boa vontade dos governantes.

Por isso, é hora de ir pra rua, gritar palavras de ordem, se reunir e fazer acontecer. Nunca é tarde para cobrar tudo aquilo que foi prometido e não foi cumprido. O direto à educação está garantido pela Constituição Federal e lutar por ela deve ser uma obrigação de todos.

É, caro leitor, as promessas de campanha estão de volta. Ano que vem teremos eleições. É preciso refletir antes de colocar seu voto de confiança nas urnas e eleger seus representantes. Afinal, educação de qualidade derruba um governo.

 

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