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A volta do Esquadrão e memórias inesquecíveis

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Um campeonato de altos e baixos que valeu toda nossa garra. Com o título conquistado na raça, o 47ª de nossa história, o Bahia mostra que é um Time de chegada. Voltou do segundo tempo disposto a vencer. Meio campo e ataque tabelaram com audácia para Elton carimbar de cabeça a rede rubronegra e matar o jogo! Time de Sorte, de vontade, de superação.
Douglas mostrou a que veio e realizou defesas heróicas, fechando o arco e respondendo como o melhor em campo.  Não adiantou a pressão da torcida adversária, que gritou e atirou objetos ao gramado. Douglas não viu nada, tapou os ouvidos para a provocação e trancou a rede. Não passa nada, gritou aos quatro cantos. Falou e disse. O eco sossegou o coração de Guto Ferreira, acelerado no início da semana.
A emoção tomou conta dos tricolores em cada canto da Bahia. Basta um rápido passeio por Salvador e pelos sites do interior para evidenciar que, somos sim, a maior torcida dessa terra. Lindo de se ver. Em alto e bom som se ouvia em cada esquina “…o campeão voltouuuu..”
O Hino tricolor cresceu mais um refrão. Voltamos a segurar o título. Então, me veio uma lembrança de 1979, quando nos sagramos heptacampeões. Isso mesmo, os donos da bola sete vezes consecutivas, com gol histórico de Fito na Velha Fonte. O estádio tremeu.  O Esquadrão de Aço brilhou naquela temporada. Emoção renovada com essa memória. Eu, na arquibancada, ainda não tinha entrado na vida pública, meu filho nem tinha nascido, mas minha turma fiel ao tricolor não arredava pé em dias –ou noites- de jogos. Um filme de memórias marcantes ganhou espaço em minha cabeça. Impossível resistir, fiquei anestesiado com a lembrança. O pensamento é, sem dúvida, um dos únicos atributos que não podem nos roubar. E eu faço absoluta questão de desfrutar disso. Parei alguns instantes para reforçar a alegria dessa conquista.
Depois de um compromisso no interior para participar da Cavalgada da Amizade em São Miguel das Matas, corri pra Salvador pra não perder a resenha. Vê se eu iria deixar de assistir com a turma pé quente de sempre? Nunca, pai.
A catarse que fazemos assistindo a uma partida de futebol, é ainda mais forte e eficaz quando estamos ao lado dos amigos para gritar e comemorar. E foi brinde, viu? Valeu, meu Bahêa.  Amo tudo isso.
A nota triste foram os diversos episódios violentos extra campo. Três torcedores do Bahia e um do Vitória foram baleados. Nossa solidariedade às vítimas dessa insanidade. Apostamos na breve recuperação de cada um deles. Infelizmente, há ainda muitos desprovidos de preparo para viver em sociedade e entender que democracia é também cada um torcer para o time que quiser desde pequeno, ou mesmo só depois de grande.
Definitivamente, futebol não combina com violência. As pedras jogadas contra o ônibus tricolor na entrada do Barradão, por pouco não provocam uma tragédia. Esperamos que as cenas que nos envergonham e assustam fiquem no passado.
Como a vida segue, o Esquadrão de Aço volta a jogar na quarta-feira pela Sul-Americana. BBMP!!!  Estou rouco ainda, mas já começo a rotina da semana. Bora. Saudações tricolores.
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