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Bacelar destaca alegria e apoio a educação e cultura negra nos 35 anos de fundação do Malê Debalê

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Os 35 anos de fundação da Sociedade Cultural, recreativa e Carnavalesca Malê de Balê, comemorados no último domingo, dia 23, foram destacados hoje pelo deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN), em pronunciamento na Assembleia Legislativa. Com uma grande festa que reuniu inúmeros amigos do Malê como parlamentares, artistas, ativistas do movimento negro, o Malê Debalê fez uma grande festa em sua sede, no Abaeté, em Itapuã.

Fundada por um grupo de moradores do bairro o Malê tem como inspiração do movimento negro de 1835 que ocorreu em Salvador em que negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como “negros de ganho” (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros) protestaram contra a discriminação que sofriam por serem negros e seguidores do islamismo e, por isso, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente.

“Com a inspiração deste movimento de 1985, os negros queriam conquistar seu espaço na sociedade, a mesma inspiração que levaram moradores de Itapuã a se organizarem para promover ações culturais, recreativas e sociais com dois objetivos básicos: o de proporcionar aos seus integrantes uma alternativa para participação nos festejos carnavalescos e realizar ações sociais visando a melhoria da qualidade de vida dos moradores do bairro”, lembrou Bacelar.

Bacelar lembrou que o Malê foi considerado pelo Jornal New York Times como o “maior ballet afro do mundo” e é reconhecido em diversos países pela beleza e fonte de afirmação da africanidade, já se apresentando no Festival Internacional de Caribe, no México; Em New Orleans, países da Europa entre outros.

No plano social, lembrou Bacelar, o Malê tem desenvolvido inúmeros projetos voltados para a sua comunidade, em especial, para os jovens afrodescendentes como curso de dança e a escola de ensino fundamental que funciona na sede da instituição. “esta instituição já está marcada na história de nossa cidade não apenas pela beleza de suas apresentações no Carnaval da Bahia, mas também pela valorização da negritude e por suas ações sociais. Por isso que viva por muito mais anos sempre valorizando a afrodescendência, a alegria, a educação e a cultura. Viva o Melê Debalê”, concluiu.

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