topo_banner_3Slide thumbnail

#Diadenossaalegria

Compartilhe com amigos

por João Carlos Bacelar

Como tirar da memória o #DiadoBahia?? Inesquecível aquele 19 de fevereiro de 1989. Cada um de nós, batizado tricolor, sabe do que estou falando. Somos naturalmente movidos por uma paixão que comanda boa parte de nossas alegrias. Afinal, Bahia é futebol, catarse, amor, sorrisos, amigos, charanga, colorido, figuras de todos os tipos, arquibancada tomada por gente das organizadas Bamor, Multijovem, Povão, ou na geral do anonimato pulsante, bandeiras de todos os tamanhos e um coração tomado por uma vibe diferente de tudo que se possa imaginar.

Naquele distante 19 de fevereiro estávamos veraneando em família na Praia do Baixio, litoral de Esplanada, minha terra. Foi lá, com a casa cheia de parentes que meu filho João Cláudio, à época com três anos, pôde testemunhar algo que nunca mais sairia da cabeça dele nem de nenhum tricolor baiano.

Era algo que esperávamos, de verdade. Mas no exato momento que Dulcídio Wanderley Boshilia trilou o apito final em pleno Beira-Rio tomado por quase 80 mil pessoas, a esmagadora maioria de colorados fanáticos, fomos à loucura. Nós Bahêa de sangue, de coração, de corpo e alma.  Quem de nós ficou paralisado por mais de 5 segundos? Nenhum Bahia, tenho certeza.

Era ensurdecedor o uníssono nas ruas. A praiana Baixio foi tomada de emoção. Até parecia que só tinha tricolor mergulhando por lá naquele verão. Na verdade, até acho que não teve sequer um mortal que tenha acompanhado a épica partida sem arrepiar até a medula.

O difícil mesmo foi controlar a emoção. Meu filho deve ter se perguntado com a curiosidade de toda criança: “o porquê dessa festa se não teve nenhum gol no jogo?” Pois é. Conseguimos segurar um 0 x 0 histórico, expliquei a ele. Precisávamos do empate para cravar no peito a segunda estrela. E depois de uma partida gloriosa na velha Fonte quando Bobô marcou os dois tentos do Bahia sobre o Inter. Era emoção demais.

As bandeiras tremularam no alto dos prédios; nas ruas a grande nação corria sem direção, ainda tonta, inebriada pela conquista. Vi pela TV a festa em Salvador. Mas cada um de nós curtiu de onde estava toda a emoção indescritível.

Ronaldo, o goleiro com nome de centroavante, fechou o gol, travou tudo e o Inter não conseguiu nada. Tentou e muito mas a zaga bem montada sob o comando de Paulo Rodrigues que sabia – e como- coordenar a marcação se saiu bem em todas.

Dizem que gaúcho também gosta de mandinga e lá estava ela na trilha que o Bahia precisava percorrer até entrar no vestiário do gigante Beira-Rio. Mas, em time integrado pelo inesquecível chefe de torcida Lourinho e o massagista Alemão os rivais não se criavam. E ponto final. Alemão deu um jeito de sumir com o agdá e …. caminho livre.

Os gaúchos atacaram, insistiram mas o time comandado pelo mestre Evaristo de Macedo não tremeu. Continuou a luta e sagrou-se bi campeão brasileiro. Naquele timaço todos os setores interagiam bem: defesa, meio de campo, ataque. Êh, saudadeee.

Um dia maravilhoso no nosso coração, nas reminiscências. Por que hoje 25 anos depois estamos distantes séculos? A torcida, nosso maior patrimônio, continua sofrendo tantas humilhações que chega a doer…

Não conquistamos um time estável, apesar de aumentarmos consideravelmente nosso número de sócios. A torcida, apesar de tudo, não abandona o time e lá estamos nós na Nova Arena Fonte Nova ou fazendo esforço e deslocando para onde o tricolor jogar. Só que colecionar desclassificações precoces, testemunhar politicagens com o nome do time, vender promissores atletas, contratar por salários milionários alguns que amargam reserva em outros times…. Não! Isso não pode nos pertencer!

Vivemos dias de glória, dia de democracia, de liberdade e vamos continuar gritando por um Bahêa melhor.

É essa cartilha que eu quero rezar daqui pra frente. Bahêa, volte a nos dar alegria. Sim, é um apelo…..

Bora Bahêêêaaaaa!!!! Hoje é seu Dia. Vai pra cimaaaaa…..

Fonte: PortalBahiacomorgulho.com

Compartilhe com amigos