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E no ninho do canário….

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O deputado João Carlos Bacelar vai utilizar esse espaço para comentar assuntos relacionados à Copa do Mundo. Acompanhe o primeiro artigo…

O futebol é o esporte mais praticado no Brasil e o que reúne maior número de torcedores. Na verdade, respiramos futebol. Se falarmos ao contrário, corremos o risco de sermos hipócritas. Mas, ao mesmo tempo, não somos alienados. Temos plena consciência de que a Copa vai trazer, sim, retorno financeiro ao país.

A previsão é que os turistas que circulam por aqui deixem nos cofres verde e amarelo R$ 25 bilhões. Nada mal. No entanto, não estamos de olhos fechados pra entender que houve desperdício de recursos e, em muitos momentos, as preocupações com a Copa superaram a dedicação e os investimentos em saúde, educação e segurança pública.

Mas as manifestações que eclodiram no ano passado em mais de uma centena de cidades brasileiras – com maior nível de organização nas cidades-sede da Copa- foram um misto de protesto com violência requintada, profissional até.

E o que espanta muitos é que não houve protesto quando o Brasil participou de uma verdadeira maratona para sediar a 20ª edição da Copa , que será a segunda realizada em território canarinho. Acabou acontecendo uma correria governamental divulgada porém sem nenhuma contestação dos manifestantes.

Com já tudo pronto, recursos empregados (mais de R$ 8 bilhões apenas em estádios), os turistas chegando, as seleções se acomodando, poderíamos pensar em suspender o Mundial? O prejuízo seria incalculável.

A preocupação da Anistia Internacional veio à tona com a entrega de um documento ao Congresso Nacional com mais de 86 mil assinaturas colhidas em cerca de 100 países pedindo respeito aos direitos constitucionais de liberdade de expressão sem violência; também alcançou divulgação um manifesto assinado por intelectuais e pesquisadores nacionais para evitar que esses direitos sejam subjugados por uma possível onda de protestos regada a violência.

Ou seja, há uma mobilização internacional para que a liberdade de expressão seja respeitada e a violência banida das ruas para não atingir o cidadão de bem.

Torcemos para que isso não aconteça no Brasil e que seja assegurado espaço para manifestações pacíficas.

Torcemos pelo Brasil em todos os aspectos. Que nossa seleção se destaque, que nosso povo que mantém a expectativa de conseguir um dinheiro extra durante o Mundial encontre terreno fértil e que nossa hospitalidade e espírito esportivo virem notícia no planeta.

Eu torço também para que não nos calemos. Para que possamos mostrar que não estamos satisfeitos com os serviços públicos essenciais de educação, saúde, segurança e transporte oferecidos pelos governos em todas as instâncias, que não são – nem de longe- o que merecemos. Que não acatamos a indiferença para com a nossa luta. Que não esqueçamos do que pode nos fazer melhor. Que esporte é importante, essencial para o desenvolvimento do todo. Mas que as partes podem se encontrar para nos fazer mais alegres, nos fazer um povo ainda mais feliz.

Uma torcida de 180 milhões de brasileiros iluminados, lúcidos e interessados em desenvolvimento não precisa necessariamente se isolar do futebol. Abster-se do prazer de vibrar por um time formado por geniais jogadores nascidos aqui.

Sabemos jogar, temos grandes craques, sabedoria e esperamos que, acima de tudo, tenhamos humildade e garra para manter no ninho do canário, a Taça mais uma vez. Rumo ao Hexa Brasil!!

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