topo_banner_3Slide thumbnail

Fugimos da zona, meu povo!

Compartilhe com amigos

Por Bacelar, para o Amor de Aço

Brasileirão a todo vapor e todos nós na panela de pressão tentando o melhor caldo. Depois de muitos dias, o domingo de sol, dia do meu aniversário, sacudi a camisa tricolor e… avisa lá, é pra Fonte que eu vou. E fui com os companheiros de sempre, na torcida, fiquei imaginando o que esperar da partida. Percebemos que o Bahia manteve o controle do jogo mas não conseguiu traduzir em chances de gol.  O Fluminense aproveitou a deixa e carimbou as redes logo no início – Bora Bahêaaa, acorda pra vida!

A torcida demonstra que não aceita as tentativas de Jorginho. Pensa em Rodrigão, que veio como principal esperança de ser o homem gol. Ficou no banco. O tempo passando e as vaias escapam da arquibancada e tomam o estádio.

O tricolor promove uma sequência de ataques mas erra o alvo… Eita, cadê a pontaria desses caras? Régis arriscou um chute que levou perigo, Renê Júnior mandou uma bomba e… nada. Aí nossa galera não aguenta. E vaia. Oh, afinal em 70% do jogo nós mantivemos a posse de bola e não empurramos as redes. Aí, meu amigo, é duro de engolir.

Concordo com a chateação da minha galera em número e grau, mas tenho que arranjar um tempinho pra destacar o que fez em campo o Mendoza. O colombiano arrepiou na meia esquerda, nas laterais, na defesa, centralizado, na ponta direita… Deu um show de disposição tática e domínio das quatro linhas. Não está aqui por acaso, não. Emprega velocidade e iniciativa. Se mais cinco tricolores em campo respirassem essa técnica, a torcida não estava na bronca, né não?

É, vale registrar que Jorginho tem lá suas cartas na manga. E não se faz de rogado. Chama o talismã do banco e põe pra dentro. Tirou Zé Rafael, recebeu a maior vaia, nem ligou pra isso e colocou João Paulo. De novo, o cara aproveitou a oportunidade e emplacou um chutaço de fora da área… Aí, sim, respiro aliviado. BBMP!

Ainda bem, já pensou voltar pra casa no dia do aniversário, sem ao menos gritar um gol? Rouco de reclamar e de comemorar, lá vou eu, subindo a Ladeira da Fonte. Encontro um grupo chateado com a performance tricolor. E aí, o que será que Jorginho vai aprontar na escalação pra encarar a Ponte Preta em São Paulo? Vamos apostar que ele vai organizar melhor a equipe e ir pra cima! Agora que escapamos da zona de rebaixamento, vale ser feliz, comemorar, rapaziada. Torcedor que é torcedor, comemora, mas sempre de olho no futuro próximo.

Conversei mais um pouco com a turma e o assunto virou para a intolerância contra a religiosidade de Feijão. É de ficar indignado, sim. Não dá pra aceitar tamanha estupidez no século XXI, é repugnante, até. Cada um tem a sua religião. Futebol é isso. Uma caixinha de surpresa. Todo mundo é igual na hora de sofrer, xingar, fazer a velha catarse , mas não admite que o cara seja negro ou siga uma religião diferente da sua? Não dá, temos que nos indignar, mesmo. Somos iguais!

Feijão é nosso, é da terra, é negro, é Bahia, é prata da casa, é goleador, é protegido de Ogum. O grito tem que ser uníssono: Futebol prega a paz, a tolerância, a irmandade. Somos contra todo tipo de violência e fui dormir triste com a guerra após o jogo entre Flamengo e Vasco. A morte do torcedor no Rio, a insanidade das torcidas, a irracionalidade. Salve Deus e que nos salvem todos os Orixás!

Bora que a semana começa e estamos livres da zona, meu povo!

Compartilhe com amigos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *