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Futebol e vergonha internacional

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Primeiro BaVi do ano. Torcida mista no estádio do Barradão. Clima favorável. Não era final de campeonato, ao contrário. Mas a violência fez morada em campo. A comemoração de Vinícius com a coreografia conhecida pelos baianos em frente à torcida rubro negra após o empate desencadeou cenas lamentáveis. O goleiro Fernando Miguel se deixou levar pela emoção e acabou com a festa do meia tricolor. Os jogadores do Leão acertaram, ao menos, três socos no atleta. Os 22 mil torcedores foram surpreendidos com um cenário de guerra. Uma briga generalizada que terminou impactando no clima da arquibancada. Ora, passamos a semana clamando pela paz nos estádios, a favor da torcida mista, para que ninguém deixasse de prestigiar o seu time com responsabilidade e amor ao esporte. Mesmo porque só vale curtir o futebol rodeado de amigos. Eles nos impulsionam a curtir, a brincar com resultados ruins dos adversários, tudo pra levar na esportiva, como se diz.

Só que não foi assim. Resultado não foi 1 x1. Foram 9 expulsões. Uma sequência de socos, chutes, empurrões em um ringue improvisado que provocou críticas da imprensa internacional. Sei que com essa inesperada e horrorosa confusão, o Bahia vai levar a melhor.

Mas quero ganhar em campo sem tapetão. Acordamos hoje com a sensação de morar na República da Vergonha. Quero vencer no esquema tático, com a malandragem do craque, na bola que sobrou e foi bem utilizada pelo atacante atento, nas sutilezas que só quem acompanha o futebol, sabe como dá prazer…

Muita conversa, acusações sérias, sussurros nada amistosos que colocam o profissionalismo em xeque. Tudo isso eu vi e não gostei assim como muitos baianos acordaram indignados.

Depois de rever as imagens, pensei como um mau exemplo influencia todas as instâncias. De que forma? Vou explicar: o menino que acompanha o pai na torcida entende que pode resolver qualquer insatisfação “na tora”, à força. Alimenta-se então a violência, ou seja, é uma motivação grande para que ninguém possa comemorar um gol, tirar sarro de um colega de trabalho cujo time está na zona de rebaixamento. Futebol também pode ser zoação sadia. Ou não? Por tudo que aconteceu, nos resta dizer que acendeu o alarme. Precisamos repensar tudo pois ação gera reação.

Por isso, a punição dos envolvidos significa que existe luz no final do túnel. Embora o juiz tenha esquecido de anotar na súmula que o goleiro também teria que pagar por segurar Vinícius.. ele não bateu mas terminou abrindo espaço -mesmo sem querer- para que outros batessem, até mesmo sem conceder o direito de defesa para o meia tricolor. Covardia e violência? Somos contra todos os tipos!!!

 

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