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Igualdade Racial

O brasileiro tem preconceito de ter preconceitos. A definição do sociólogo Florestan Fernandes foi atestada por uma pesquisa do Datafolha, segundo a qual, 89% dos entrevistados afirmaram que no país, existe sim, preconceito contra negros. Porém, só 10% admitiram ser preconceituosos.  Uma nova pesquisa em 2008 apresentou resultados semelhantes.

O Brasil abriga um racismo velado e praticado em todas as regiões. A ampliação do mercado de trabalho, o acesso à universidade e a redução da pobreza que beneficiaram grande parte da população negra ainda não se constituem nas políticas públicas suficientes para reduzir as desigualdades raciais herdadas após 358 anos de escravidão.

O último país das Américas a abolir o regime escravocrata precisa avançar muito mais.  Os ataques disparados por training de hackers se protegem pelo anonimato e revelam a face do racismo contemporâneo. Apesar da exposição negativa e da punição de homens e mulheres flagrados em pleno exercício de injúria racial, os crimes se multiplicam e ferem nossa expectativa de que a intolerância contra a interação entre diferentes raças no mesmo ambiente tenha ficado para trás.

O deputado Bacelar entende que enquanto cidadãos todos os grupos étnicos têm idênticos direitos e deveres.  E é exatamente essa a tônica do Estatuto da Igualdade Racial previsto pela Lei 12288 de 2010  que nasceu para evitar a discriminação e o preconceito entre pessoas de etnias diferentes através de punições judiciais. 

Mas é necessário criar delegacias próprias para conduzir esses crimes. Agentes públicos preparados para receber e encaminhar casos de racismo iriam colaborar para que muitas situações não ficassem impunes, a exemplo dos ataques que ainda acontecem aos templos religiosos de matriz africana ou assentamentos quilombolas.

Todos os brasileiros estão em iguais condições e têm o mesmo valor, perante a Lei. Essa sim, deve ser a premissa para qualquer debate de construção coletiva de políticas que diretamente possam combater o processo de invisibilização e exclusão da população negra.

Bacelar trabalha em consonância com lideranças negras da Bahia, o seu estado, onde está a maior população negra fora da África, em busca de alternativas para colaborar sobretudo com a conscientização de cidadãos pertencentes a todas as etnias sobre a realidade perversa e diária de milhões de brasileiros.

O Brasil, com mais de 80% de sua população preta ou parda, clama pelo despertar da conscientização e efetivação da igualdade racial. Isso que se pode chamar Democracia.

E como reforça o também baiano Gilberto Gil: “a raça humana é uma semana…trabalho de Deus.”

 Serviço: 

Disque 100 Racismo     

Para denúncias de agressão contra negros e comunidades quilombolas

Disponível 24 horas por dia e gratuito