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O bê-a-bá da pré-escola

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Por Bacelar, para o Mais Região

O debate em torno das deficiências da educação básica é permanente, principalmente na necessidade de melhoria dos ensinos fundamental e médio. Contudo, apesar da incontestável relevância desses assuntos, outro que deveria ser igualmente cobrado e discutido fica esquecido: a pré-escola.

Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), que são de 2015, mostram que no Brasil a taxa de atendimento das crianças de 4 e 5 anos na educação infantil é de 90,5%. Em um primeiro momento números parecem animadores, mas só parecem. Esses 9,5% restantes representam 500 mil crianças nessa faixa etária fora da escola. A universalização da pré-escola – que deveria ser garantida até 2016, segundo a Emenda Constitucional n° 59, de 2009 – está longe de acontecer.

A responsabilidade direta pela oferta da pré-escola é dos municípios. Vale reconhecer o esforço dos gestores para que a meta seja cumprida, mas o foco não pode se restringir apenas à garantia de vagas. É preciso atenção para a qualidade do atendimento, de infraestrutura, equipe gestora, professores, projeto pedagógico, bons materiais, entre outras questões que já se faziam imprescindíveis mesmo antes da obrigatoriedade prevista na Lei. Afinal, crianças precisam, de fato, de um bom ambiente para o seu pleno desenvolvimento, complementando a ação da família e da comunidade.

A prioridade para a primeira infância visa reduzir as desigualdades ao longo da vida. Crianças com Educação Infantil serão adultos com menos problemas sociais e com maior capacidade para gerar riqueza e conhecimento.

Por falar nisso, o direito à educação, a partir dos 4 anos de idade, é muito importante, pois diversos estudos comprovam que, quanto mais cedo a criança entra na escola, melhores serão suas chances de desenvolvimento e de aprendizagem. É na sala de aula que elas serão capazes de aprender e construir a autonomia individual, o pleno desenvolvimento da pessoa, sendo capaz de exercer a cidadania, a pluralidade de ideias e o respeito ao próximo. Sem esquecer, claro, da adequada capacitação e qualificação para o mercado de trabalho.

Sei que buscar todas as crianças entre 4 e 5 anos que estão fora da escola não é uma tarefa fácil e exige uma ação integrada entre o Estado e a família. O meu desejo, e eu vou trabalhar para isso, é que todas as crianças estejam matriculadas na escola e que haja mais conscientização e valorização da pré-escola. A tarefa é grande e há muito trabalho pela frente. Então, é hora de arregaçar as mangas!

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