Precisamos de uma grande dose de esforço conjunto, outra de confiança e mais uma de dedicação à causa para trilharmos passos firmes em direção ao salto de qualidade na educação da rede pública municipal de Salvador. E uma dose extra será necessária nesse início de 2013 quando acontece a reprogramação da carga horária de professores e alunos além de um rigoroso diagnóstico das principais carências da Secretaria Municipal de Educação.

Em principio estamos nos reunindo com diretores e coordenadores para apresentar as propostas do ano letivo, esclarecendo dúvidas e mapeando as necessidades que inclui, de pronto, a convocação de todos os professores para a sala de aula. Percebemos que para colocar em ação o plano de reestrutura será necessário contarmos com mais 25% de professores do 1º ao 5º ano, ou seja, mais 450 professores do nosso quadro precisam voltar a lecionar.

A partir daí iremos ampliar a carga horária letiva de 4 horas para 4 horas e meia por dia, o que vai representar ao final da semana, 2 horas e meia de aula com mais conteúdo e foco pedagógico na alfabetização, o alicerce da aprendizagem e formação do aluno.

Programamos um sistema estruturado para avançarmos na qualidade do ensino com destaque para Língua Portuguesa, Matemática e Ciências do 1º ao 5º ano e redirecionamento dos alunos diagnosticados como ainda não alfabetizados para 90 minutos/dia em classes paralelas de reforço.

Contabilizamos cerca de 15 mil estudantes que precisam de um trabalho voltado para essa finalidade. Para isso, apostamos em turmas pequenas de apenas oito alunos, o que facilita o aprendizado. Projetamos também um reforço de Língua Portuguesa e Matemática para o 5º ano dentro do turno, o que deverá atingir outros 22 mil alunos da rede municipal.

Serão investidos recursos em material específico de alfabetização com acompanhamento para os professores alfabetizadores que serão ainda mais valorizados. Reuniões pedagógicas constantes serão imprescindíveis para a implementação eficaz do projeto que prevê um aumento de 900 horas anuais para o aluno. Mas, claro que por si só a ampliação da jornada não vai garantir a qualidade almejada. O tempo adicional precisa ser muito bem aproveitado e monitorado de perto.

Como observamos o que fala e como conduz sua didática o educador americano Salman Khan em visita ao Brasil: precisamos dominar o conteúdo do que queremos transmitir, respeitar nosso próprio ritmo, aprender com os pares e por fim interagir e questionar. A ideia é investir nessas vertentes para atingirmos mais rápido uma educação pública de qualidade.

João Carlos Bacelar

 

Artigo originalmente publicado no site politica livre.com.br

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