Por João Carlos Bacelar

Olhando pra frente e almejando cada vez mais e em menor tempo de realização estruturamos nosso programa pedagógico para alfabetizar as crianças da rede municipal de Salvador até os 6 anos de idade, já no primeiro ano do ensino fundamental. Na última semana de fevereiro, a Câmara de Deputados aprovou a emenda que fixa em 10 anos o prazo para cumprimento de metas do Plano de Alfabetização na Idade Certa, de autoria da deputada professora Dorinha Seabra (DEM-TO). A discussão em Brasília, proposta pelo governo federal, prevê a alfabetização até os 8 anos de idade ao final do terceiro ano do ensino fundamental, diferente do que pensamos para a capital baiana. Em nossa cidade defendemos que isso aconteça dois anos antes.

Entendemos que a partir de agora as diferenças históricas e crônicas motivadas pelo distanciamento social que tem como base a defasagem na educação começam a ser dissipadas. A Medida Provisória ainda vai passar pela avaliação do Senado.

No Brasil, em média, 15% das nossas crianças não aprendem a ler e escrever aos 8 anos de idade e o Nordeste figura como a segunda região brasileira com maior índice de analfabetismo (25,4%), percentual que nos envergonha e que nos estimula a trabalhar com afinco, projetar mudanças, e nos empenhar diariamente para revertê-lo.

Esse, sem dúvida, é um dos principais desafios da educação de nosso país. Educar com qualidade, garantir alfabetização plena e monitorar os resultados através de avaliações sistemáticas para interferir com rapidez onde houver necessidade.

Não podemos perder essa chance que aparece transparente para a sociedade acompanhar e cobrar que as diretrizes sejam concretizadas e que as oportunidades para os nossos jovens passem a existir de verdade, que lhes sejam ampliadas as perspectivas e o mercado de trabalho pareça mais tangível.

Ler um texto com fluidez, interpretá-lo e entender os caminhos da matemática além das muitas curiosidades da ciência deve ser direito inalienável de todas as crianças por isso estamos preparando a estrada para alavancar essa escalada no ensino da rede pública municipal de Salvador.

O apoio necessário dos docentes, nossos executores diretos das intervenções imprescindíveis, pode fazer a tão esperada diferença entre um ensino pífio onde mais de 50% dos alunos do país concluíram o 3º ano do ensino fundamental sem aprender o que era esperado no período e uma alfabetização de qualidade. O diálogo constante, a confiança mútua e as trocas de experiências com foco em um caminho mais curto em busca de resultados eficientes nos instiga a buscar sempre mais e melhor.

Fonte: politicalivre.com.br

Compartilhe com amigos
Receba as atualizações do Deputado 
direto em seu email




    Deixe uma resposta