por João Carlos Bacelar

 Não há dúvida que sinceridade é uma virtude das mais corajosas do ser humano. Nos dias de hoje, então? Jorginho, o treinador tricolor, assume com todos os prós e contras essa condição. Na entrevista coletiva após a eliminação precoce da Copa do Nordeste o técnico soltou o verbo, que aliás, nunca prendeu. Destemido e falando com a propriedade de bom profissional que é classificou como horrível a saída do Bahia da disputa e falou mais. Nada que a torcida não saiba só que agora com o peso da palavra do treinador.

“Entrou 2013 e o Bahia não se reforçou muito e nem vai. O que queríamos e pensávamos não vai acontecer”, disparou Jorginho. A sinceridade acima do normal e identificada por todos deve chatear (e muito) a diretoria do clube. Mas Jorginho é um dos nossos. Mantém a capacidade de se indignar que move o homem a conquistar seus objetivos. Quando perdermos essa capacidade, acabou. E isso vale para todos os aspectos de nossa vida.

Ele está decepcionado e não esconde isso. O Bahia só reaparece em campo no dia 20 de março. E até lá, como vamos nos distrair, no domingo de sol ou sem sol? E a catarse que fazemos incentivando o Esquadrão? Não sentamos mais ao lado da Bamor, a charanga que empurrava o time ficou muda, a bandeira está enrolada no canto, a camisa na gaveta. E agora, Bahia??

Jorginho está com a dura missão de comandar a equipe nessa intertemporada procurando o equilíbrio entre apertar e folgar nos treinos em busca da batida perfeita. Não pode exceder a dose. Realmente, tarefa nada fácil, essa.

É, Jorginho, mas precisamos correr muito para resgatar nossa identidade, carisma, respeito, autoestima. Está tudo embolado dentro de nós. Nosso coração azul, vermelho e branco está magoado e sente o mal estar de não frequentar os jogos, de não encontrar a turma toda semana, discutir os reforços (ou não), falar dos outros times, imaginar um futuro melhor…. Ah, dói, sim. Não dá pra esconder a falta que faz ver o Bahia jogar. Estamos tristes, um vazio impera em nossa tricolonidade. Êpa, é um neologismo daqueles mas reflete o que estamos passando….

Os treinos são diários e um jogo-treino na sexta-feira com poucos reforços e sem muitas condições para contratar geram angústia na torcida. Como disse Jorginho, ficou provado que tem coisa errada no time e é preciso corrigir. Só nos resta acrescentar: UR-GEN-TE. Precisamos reverter esse quadro de forma rápida e temos agora o dever de errar o menos possível, não podemos ver os jogadores em campo cumprindo tabela, sem intenção real de passar de fase.

Precisamos, sim, ser sinceros com nós mesmos, cada um de seu lado, e criar condições para uma reação do Bahia. Queremos o Esquadrão de volta! Queremos limpar a garganta com um sonoro grito de gooooolll com a tranquilidade que todo torcedor sonha em saber que seu time está estruturado e que os bons resultados vão se repetir.

Não queremos vencer de forma esporádica. Precisamos voltar à rotina saudável que nos move a vestir a camisa, sacudir a bandeira, pegar a charanga, sentar ao lado da Bamor e arrepiar quando a rede adversária balança.

Bora, Bahêêêa!!

Fonte: bahiacomorgulho/SITE

 

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