unebO deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) disse hoje que, apesar das inúmeras tentativas de negociação por parte da comunidade acadêmica, o governo da Bahia nada fez para evitar a paralisação das universidades estaduais que atravessam uma de suas piores crises. Hoje, Dia Nacional de Luta em Defesa das Instituições Estaduais de Ensino Superior, professores, alunos, auxiliares e pessoal de apoio pararam as atividades nas quatro universidades estaduais a fim de denunciar a crise que coloca em risco a qualidade de ensino. Dezenas de professores e alunos fizeram manifestação em frente à Assembleia Legislativa durante todo o dia de hoje.

“Jovens gritavam palavras de ordem do tipo: ‘O governo tem dinheiro pra Copa mas não tem pra Educação’. É um absurdo chegarmos a essa situação na Bahia quando ouvimos de estudantes que o governo investe bilhões na construção de arenas esportivas e, a cada ano, reduz ainda mais o orçamento da Educação e em especial das universidades estaduais”, disse Bacelar.

De acordo com o deputado, as entidades representativas das universidades, alegam que o governo Jaques Wagner reduziu investimentos e cortou o orçamento. As universidades paralisaram as atividades acadêmicas e administrativas, inclusive nas pró-reitorias que funcionam em prédios fora do campus. Hoje, professores, técnicos e estudantes das quatro Universidades Estaduais da Bahia – Universidade do estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e na Universidade de Santa Cruz (Uesc) – denunciam que todos os setores são afetados pelo corte nas verbas:

“Faltam materiais e infraestrutura para ensino, pesquisa e extensão. O estrangulamento orçamentário também atinge à política de permanência estudantil, a construção de restaurantes universitários, o déficit no quadro de vagas para professores e técnicos, o atraso nos pagamentos dos terceirizados e prestadores de serviço. Além do governo não aumentar o repasse orçamentário em 2014, cortou aproximadamente R$12 milhões das Universidades Estaduais em verbas de custeio e investimento. É um absurdo o que se faz com a educação do filho do trabalhador neste estado”, disse Bacelar.

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