Os dados do Atlas da Violência 2017, divulgados pelo Ipea esta semana, preocuparam o deputado federal Bacelar ( Podemos-BA). O parlamentar usou a tribuna da Câmara, na terça-feira (6), para criticar a falta de políticas públicas no combate ao que chamou de ” genocídio de jovens negros”. ” Os jovens são assassinados pelo tráfico, pela milícia e pelas forças policiais. A política pública de segurança só alcança o cartão postal das cidades, os bairros dos ricos. Enquanto isso, nossa juventude negra é exterminada ”, protestou.

O estudo, que compilou dados entre 2005 e 2015, revela que homens negros, pobres e de baixa escolaridade têm chances 23,5% maiores de serem assassinados, se comparados à brasileiros de outras raças. Além disso, mostra que o homicídio de jovens negros aumentou em 18%, em dez anos, enquanto o de não negros caiu 12%. “Até quando vamos permitir que nossos jovens negros sejam brutalmente assassinados assim? A criminalização por conta da cor da pele e nível de escolaridade é grande. A todo momento vemos nos noticiários assassinatos de jovens que moram na periferia. O governo federal é omisso e seletor. Não só na área de segurança, mas também na educação, saúde, lazer e moradia. Precisamos nos unir para mudar essa realidade ”, defendeu  Bacelar.

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