Em pronunciamento na última segunda-feira (17), no plenário da Câmara, o deputado federal Bacelar (PTN-BA) chamou a atenção para a relação entre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que estabelece limite no teto dos gastos públicos, e o salário mínimo. Segundo o parlamentar, a intenção do governo de cortar gastos provocaria a redução na progressão do valor do mínimo, que registrou um crescimento médio de 4,2% nos últimos anos. “Se as regras da PEC 241 estivessem vigentes, não teria havido nenhum aumento real no salário mínimo e seu valor hoje seria R$ 400. Em 1998, essa despesa representava 14% do PIB; em 2014, pelas regras atuais, chegou a 19,5%. Se tivesse valendo a famigerada PEC do fim do mundo, esse percentual seria de apenas 7% do PIB”, comparou.

Bacelar voltou a condenar o modelo de ajuste fiscal proposto pelo presidente Michel Temer (PMDB), que prejudicaria a população mais pobre. “Apesar de o salário mínimo ter gerado despesas ao governo, foi esse salário que reduziu minimamente, de maneira até pífia, as tremendas desigualdades sociais no país, foi o que fez o pequeno comerciante do Nordeste crescer. E agora vem essa PEC para enriquecer os mais ricos?”, questionou o deputado baiano.

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