“Apelamos para o bom senso da Suzano Papel e Celulose na condução do problema”, disse no final da tarde de hoje o deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN), após se reunir em Brasília com o procurador-geral do Trabalho, Luís Antônio de Melo e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Carlos Alberto de Paulo. Segundo Bacelar, durante as audiências ficou evidente a disposição das autoridades jurídicas para resolver o imbróglio.

“A partir de agora será necessário que trabalhadores, empresários das terceirizadas e a Suzano estejam em uma mesa de negociação para descobrir soluções conjuntas satisfatórias para todas as partes envolvidas”, concluiu o deputado, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Relações do Trabalho da Assembleia Legislativa da Bahia e que presidiu na semana passada uma audiência pública para debater o tema.

Cerca de 114 empresas terceirizadas estão ameaçadas de falência após a assinatura de um acordo entre a Suzano e o MPT que considerou ilegal a terceirização de serviços florestais no extremo sul da Bahia.

Pelo menos 21 municípios sobrevivem das atividades ligadas à cultura do eucalipto e produção de celulose. A economia da região gira em torno da receita oriunda dessa comercialização e a área já está sendo afetada pela notícia, seja no comércio ou na arrecadação municipal. Segundo o acordo assinado no mês de julho a companhia deverá extinguir a relação com as terceirizadas em até três anos, o que pode significar cerca de quatro mil demissões.

 

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