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Bacelar aposta em novo Brasil no “day after” pós-impeachment

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Em pronunciamento na Câmara nesta quarta-feira (12), o deputado federal Bacelar (PTN-BA) voltou a defender a permanência da presidente Dilma no comando do país e falou sobre a pressão que os parlamentares estão sofrendo no processo de impeachment. O petenista integra a ala do partido que considera golpe o afastamento da presidente, pela inexistência do crime de responsabilidade. Bacelar chamou a atenção para a falta do espírito democrático nas discussões, onde as opiniões contrárias ao impeachment precisam ser levadas em conta, na mesma proporção que as favoráveis. “Tive a coragem de declarar abertamente a minha posição contrária ao impeachment, posição fruto da minha convicção pessoal de que são as leis que tornam possível a convivência entre os homens e devem ser respeitadas. Esta é a minha posição. E espero que a respeitem, como respeito as opiniões divergentes. Espero que possa continuar a tomar as minhas decisões, não apenas como deputado, mas também como cidadão brasileiro que sou. A democracia não busca a unanimidade, mas o respeito às opiniões alheias, para que possa prevalecer a opinião da maioria”, afirmou.
 

O deputado citou as conquistas no governo do PT, na ampla investigação dos casos de corrupção e na área social, que credenciariam Dilma a não ter o mandato interrompido. “Precisamos manter os avanços sociais que conseguimos alcançar nestes últimos anos. Estes são méritos deste governo, que nem os maiores inimigos podem negar. A verdade é que a educação e a inclusão estão hoje ao alcance de um número maior de famílias, permitindo a construção de um novo Brasil: um Brasil que tem ideias, que vai às ruas e faz ouvir a sua opinião”, exaltou. 
 
No final, Bacelar profetizou as consequências da votação do impeachment, independente do resultado, que, segundo ele, “deverão provocar uma revolução na política brasileira”. Para o parlamentar do PTN, os últimos acontecimentos na República estão recheados de exemplos que não deverão ser repetidos ao longo da história. “Qualquer que seja o resultado deste processo, precisaremos repensar o nosso país. E é preciso que a discussão seja em clima de respeito mútuo, sem ofensas, ameaças e agressões. É preciso que seja assim, para que na segunda-feira que vem, no ‘day after’ do impeachment, possamos nos dar as mãos para construirmos juntos uma nova política no Brasil, onde o pensamento de cada um seja respeitado, de forma livre e democrática”. 
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