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Bacelar cita Jango e diz que impeachment sem crime é golpe

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Caía a tarde nesta segunda-feira (11), quando foi dada a palavra ao deputado federal Bacelar (PTN-BA), na discussão sobre o relatório do impeachment da presidente Dilma.  Bacelar foi incisivo na defesa da presidente e classificou o momento político brasileiro como mais uma tentativa de golpe que marca a história do país. “ Dom Pedro I deu o golpe no próprio pai para se tornar imperador. Deodoro da Fonseca traiu a monarquia e se tornou presidente. Tivemos ainda Getúlio Vargas e o Estado Novo, a deposição e o exílio de João Goulart e a ditadura militar em 64. Hoje, estamos assistindo a mais uma tentativa de golpe. O impedimento não tem apoio na lei nem na moral e busca artifícios jurídicos para retirar uma presidente eleita pelo povo. Impeachment sem crime é golpe”, afirmou.
 

Para o deputado baiano, a impopularidade de uma administração não justifica a derrubada da presidente da República. “Não existe qualquer razão ou justificativa legal para o impeachment, se considerarmos a verdade dos fatos. Esta é apenas uma manobra de um grupo que quer tomar o poder no grito. Se fossemos tomar a impopularidade como parâmetro, os parlamentares desta Casa teriam que renunciar porque a Câmara e o Senado têm uma impopularidade imensa”, disparou.
 
Bacelar disse ainda que o combate à corrupção é legítimo e a punição dos corruptos é necessária, mas não podem ser usados como  desculpa para atitudes antidemocráticas. “Não vamos baixar a cabeça e aceitar, muito menos endossar esta tentativa de golpe. Não podemos permitir a banalização do impeachment, que é uma agressão à democracia”, finalizou.
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