O deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) cobrou hoje, em audiência pública para tratar a questão da pesca com bombas na costa da Baía de Todos os Santos, uma ação mais repressiva contra o uso de explosivos por pescadores ilegais. “Nós fizemos essa audiência pública para combater a pesca ilegal na Baía de Todos os Santos. A pesca ilegal destrói o meio ambiente, pode acabar com o pescado, fazendo com que o produto chegue à mesa do consumidor por um preço mais caro e penaliza o pescador, que também trabalha legalmente. A produção da pesca na Bahia tem caído, e tem caído com certeza em função da pesca ilegal. Precisamos de educação ambiental e qualificação profissional, mas precisamos também da ação repressiva. A criação da Delegacia Ambiental é uma exigência e necessidade que nós vamos cobrar aqui na Assembleia”, afirmou Bacelar.

Hoje, existem cerca de 170 mil pescadores na Bahia, sendo 12mil só em Salvador. Hoje, os diversos órgãos como Exército, Marinha, Polícia Ambiental, Capitania dos Portos, Bahiapesca, Ibama entre outros destacaram a necessidade da participação da sociedade ao denunciar o pescador ilegal que utiliza bombas. Com a redução da pesca ilegal terá como consequência o aumento de qualidade dos pescados, fato que beneficiará os profissionais da pesca. De acordo com o major Machado, comandante da Polícia Ambiental (COPPA), a legislação ambiental ainda é muito frágil, onde em muitas situações os criminosos permanecem em liberdade. Vale salientar que a Bahia é o estado com maior cobertura marinha do país.

Para Célio Costa Pinto, superintendente do IBAMA, a situação é grave e é fundamental a criação da Delegacia Ambiental. “Precisamos criar a Delegacia do Meio Ambiente para Salvador e região metropolitana, como temos em Ilhéus. Temos a delegacia da mulher, a delegacia do idoso, e precisamos ter também a delegacia do meio ambiente”, defendeu. Já Reinaldo Jorge, o Jorge da Pesca, presidente do SindPesca (Subúrbio/Simões Filho) a polícia e órgão de fiscalização precisam identificar quem são os fornecedores dos explosivos. “Esses explosivos não saem da casa do pescador, então temos que verificar onde essas bombas estão armazenadas, porque os próprios criminosos dizem que a bomba que mata o peixe também mata o pescador, o que acaba inibindo as denúncias”, alertou.

De acordo com o capitão Arivando Soares de Moraes, o Exército juntamente com a Polícia Civil, faz operações de fiscalização desses explosivos de origem clandestina. “Mas é fundamental a colaboração da sociedade através de denúncias para que, juntos, consigamos combater esses criminosos”, disse. Também participaram da audiência Walternylson Souza, chefe do Serviço de Informações do INSS; Eduardo Rodrigues, assessor de Projetos Institucionais da Bahiapesca; e o Capitão Paes, da Capitania dos Portos.

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