O aumento de casos de covid-19 por causa da variante ômicron levaram países como EUA, França e Inglaterra a fecharem as escolas e retomarem o ensino remoto.  No Brasil, o cenário pode ser o mesmo já que o retorno às aulas está previsto para o início do mês de fevereiro. Preocupado, o deputado Bacelar (Podemos/BA) exige do governo federal a elaboração de um plano nacional estruturado, com as principais diretrizes na retomada do ano letivo.

Nesta segunda-feira (10) o parlamentar, afirmou que o Ministério da Educação falhou ao não coordenar nacionalmente uma resposta educacional à covid-19. Para ele, prefeitos e prefeitas dos 5.565 municípios precisam ser orientados pelo MEC antes de receber os alunos. “Não houve planejamento ao suspender as aulas e muito menos na volta ás aulas. O MEC deixou que cada estado e município tomassem as rédeas do próprio processo de retomada. Ou seja, do ensino remoto ao híbrido, passando pelo semipresencial. Foram 5.565 critérios completamente diferentes. As redes de ensino ficaram a mercê da vontade de seu gestor.” afirmou.  

O parlamentar ressalta que, com a conectividade reduzida, a falta de equipamentos, infraestrutura adequada e até mesmo livros, o aprendizado dos estudantes da rede pública, principalmente os mais carentes, ficará prejudicado. O resultado será o aprofundamento de perdas significativas e o agravamento as desigualdades educacionais.

Em dois anos de ensino remoto, o número de matrículas entre alunos da mesma faixa etária caiu consideravelmente. Em 2019 estavam matriculados 99%, já 2021 esse índice caiu para 96,2%, o menor em dez anos.

Bacelar acredita que a taxa de evasão escolar aumentou em 2021 porque, longe da escola, houve quebra de vínculo entre alunos e a educação. Outro motivo são as lacunas de aprendizagem que foram acentuadas com a pandemia e o terceiro é a crise econômica. Segundo ele, muitos jovens necessitaram ajudar em casa como complementação de renda e por isso, deixaram a escola de lado.

“Precisamos de respostas ao problema que permanece. O governo teve, pelo menos, dois anos e nada fez. Precisamos priorizar a educação” finalizou.

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