Em mais de duas horas de debates, nesta quinta-feira (30), na Comissão Especial do Fundeb, o presidente do colegiado, deputado federal Bacelar (Podemos-BA), voltou a defender que o fundo de financiamento para a educação se torne constitucional, com o aumento no repasse de recursos do governo federal. “Hoje, a União contribui com apenas 10%. O restante sai dos estados e municípios. O próprio Ministério da Educação tem muitos programas antigos, ineficientes e fadados ao insucesso. O ideal seria transferir os recursos desses programas para o Fundeb”, propôs o parlamentar.

Outro ponto abordado por especialistas, na comissão, é a necessidade de se estabelecer padrões mínimos de qualidade para a educação. Na avaliação da coordenadora-geral de Operacionalização do Fundeb, Sylvia Cristina Toledo, o fundo não é o suficiente para garantir um ensino público que prepare bem os alunos. “É preciso comprometimento, responsabilidade dos gestores públicos e mecanismos que façam a política educacional ser eficaz”, disse.

Já o educador Binho Marques defendeu o aumento salarial para os professores. Segundo ele, a qualidade da educação brasileira depende da valorização da categoria. “Eu já fui secretário e sei que o professor que fica em sala de aula ganha pouco. Nós não vamos melhorar o ensino, enquanto os salários dos professores continuarem baixos. É preciso definir um piso salarial”.

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