“Educação de qualidade não é apenas acadêmica. É também a construção de cidadãos globais, que se importam com os direitos humanos”. O conceito foi defendido pelo deputado federal Bacelar (PTN-BA), nesta terça-feira (7), na audiência pública promovida pela comissão especial que discute o polêmico projeto da “Escola sem Partido”.

Para Bacelar, os professores não podem se omitir sobre determinados assuntos, o que configuraria falta de respeito com os próprios alunos. “A neutralidade não existe. O professor não pode doutrinar um aluno, mas deve mostrar sua visão de mundo dentro da sala de aula. Ele pode não aceitar a concepção pedagógica de um autor, mas tem o dever de explicar o posicionamento. O preparo científico não faz com que a retidão ética dele desapareça”, pontuou.

O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, participou dos debates e apoiou o parlamentar baiano. “Toda vez que o professor lecionar sobre um determinado tema, que seja considerado uma afronta à moral dos pais, ele estará ameaçado. Não acredito que um bom professor consiga lecionar com medo e o risco de ser questionado o tempo todo. Isso pode interferir na qualidade da educação e na formação de cidadãos”.

Durante a audiência, foi aprovado o requerimento de Bacelar para a realização de um seminário em parceria com a Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador, para incluir a capital baiana nas discussões da Câmara dos Deputados sobre a proposta da “Escola sem Partido”.

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