O deputado federal Bacelar (Podemos) se pronunciou na noite de quarta-feira (8), enquanto acontecia em Salvador uma manifestação contra a criminalização do abate de animais nos ritos religiosos de matriz africana. ” O Brasil usa rituais islâmicos ou judaicos para matar frangos, mas quer proibir o abate religioso feito pelos negros. É inaceitável essa atitude que só reforça a constatação de que o candomblé e a umbanda continuam sendo perseguidos. O pensamento dominante e o racismo institucional ainda são idênticos às práticas do século 19. Mas não vamos nos calar, vamos continuar denunciando o preconceito contra o povo de santo”, declarou.

Nesta quinta-feira (9), o Supremo Tribunal Federal (STF) julga a constitucionalidade do uso de animais nos rituais africanos. Segundo Bacelar, a prática tem amparo da lei máxima do país. ” O artigo 5° da Constituição garante a liberdade de crença e cultos religiosos. No Brasil, o agronegócio lucra com o abate seguindo os preceitos de outras religiões. Por que não permitir também, a partir dos rituais onde os animais são sacralizados e servem de alimento nos terreiros de candomblé ? Somos o maior exportador de carne bovina e de frango, que se especializou no abate seguindo os preceitos do mercado importador, ou seja, legitima o abate para a exportação de 2 milhões de toneladas por ano, para atender 22 países de cultura islâmica, e quer criminalizar o abate nos terreiros”.

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