Durante o seminário “PL 399/2015: Desafios Presentes e Futuros do Marco Regulatório da Cannabis Medicinal” promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, nesta segunda-feira (12/7), o deputado Bacelar (Podemos/BA) voltou a defender a urgência na aprovação do PL que trata da liberação do cânhamo industrial e da cannabis para uso medicinal. Ele acredita que o estigma que envolve o tema atrapalha a tramitação da matéria.

“Tenho articulado para levar esta matéria, o quanto antes, para o plenário da Câmara. É necessário para a economia e saúde brasileira. Vamos derrubar os opositores e mostrar que só temos a genhar”, pontuou.

O parlamentar esclareceu que o cânhamo industrial é um tipo de cannabis com baixo teor de THC (tetrahidrocanabinol) e alto teor de CBD (canabidiol). Isso faz com que a planta não tenha efeitos psicotrópicos, mas tenha milhares de aplicações em diferentes indústrias, como a farmacêutica, têxtil, de reciclagem, automotiva, de alimentos e bebidas, construção civil e no agronegócio.

Bacelar revelou que o Brasil tem 80% das terras cultiváveis aptas para a produção do cânhamo industrial. Ele acredita que o enorme potencial agrícola, o clima propício, o fácil crescimento da planta e o custo baixo de produção são fatores essenciais para transformar o país no maior dar ao país o título de maior produtor e exportador mundial de fibras, sementes e flores para fins medicinais e industriais.

“Todas as partes são usadas. Nada é desperdiçado! Talos,raízes, folhas, flores e as sementes podem ser transformadas e usadas para muitos produtos diferentes: têxtil, papel, cordas, material de isolamento, painéis de fibra, bioplásticos, composto, roupas de cama para animais, combustível, tinta, alimentos para animais, alimentos, suplementos alimentares, cosméticos, preparações medicinais” salientou.

Para o defensor do projeto, a cannabis medicinal e o cânhamo industrial são essenciais para alavancar a economia. “Uma forma de criar novas fontes de arrecadação e começar a explorar novos mercados que tenham compatibilidade com a indústria nacional, sem a necessidade de grandes alterações no parque industrial ou nas bases da cadeia produtiva” finalizou.

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