bacelarO deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) afirmou hoje que a falta de uma negociação para o reajuste de salário com o governo do Estado vem forçando os servidores estaduais à paralisação. “O desrespeito do governo do Partido dos Trabalhadores com servidores públicos faz com que entidades como a Associações Docentes das Universidades Estaduais do Estado da Bahia (ADUNEB) rejeite essa proposta absurda de reajuste linear e parcelado. Não se trata nem de reposição de perdas, mas de um aumento que ficará abaixo da inflação do período, gerando perdas irreparáveis ao funcionalismo”, protestou Bacelar.

Bacelar disse que não restou aos servidores outra alternativa senão a paralisação dos servidores estaduais, que acontece nesta sexta-feira. “Vemos várias categorias parando as atividades por melhorias salariais ou falta de condições de trabalho. São professores universitários, obstetras do Hospital Roberto Santos, EBDA, Polícia Militar, trabalhadores da educação que querem o pagamento do piso, todos estão insatisfeitos”, disse o deputado.

Bacelar disse que apoia o movimento reivindicatório dos servidores estaduais e que estão buscando, antes de tudo, respeito do governo do PT. “As diversas categorias estarão reunidas em assembleia a partir dessa sexta-feira discutindo o indicativo de greve. O governo tenta repetir, este ano, o mesmo que fez ano passado quando confiscou parte do salário de 200 mil servidores públicos, ao pagar um reajuste linear abaixo da inflação. O governo, invés de valorizar o trabalhador, pagando o que lhe é de direito, com data base em 1º de janeiro, vira as costas ao funcionalismo, propõe como reajuste uma migalha, que nem ao menos cobre a inflação do ano passado”, disse Bacelar. A proposta governista, encaminhada à Assembleia Legislativa (ALBA), propõe reajuste de 5,91%, sendo 2% em abril, retroativo a janeiro, e mais 3,91% apenas a partir do mês de setembro. Apesar da sua totalidade, 5,91%, segundo o INPC, corresponder a taxa de inflação de 2013, parte dos vencimentos já será corroída pela inflação do período. “Essa proposta prolonga as perdas salariais reduzindo o poder de compra do trabalhador a mais de nove meses. Além disso, o governo não acrescentou aos cálculos o primeiro trimestre de 2014, período em que atrasa o pagamento do reajuste linear e que também possui inflação”, concluiu.

Compartilhe com amigos
Receba as atualizações do Deputado 
direto em seu email




    Deixe uma resposta