“A educação só é prioridade durante a campanha eleitoral”. A afirmação é do deputado federal Bacelar (Podemos/BA), que criticou o resultado da pesquisa sobre a qualidade da educação mundial, elaborada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada na última semana. O estudo mostra que o salário dos professores brasileiros está abaixo de nações com o desenvolvimento semelhante ao nosso, como México, Costa Rica e Colômbia.

Segundo a OCDE, por aqui, um professor da educação básica começa a carreira recebendo o equivalente a 13 mil dólares por ano. Enquanto na Colômbia, um iniciante ganha 14,2 mil dólares e no México, 17,2 mil anuais. Na Costa Rica, o salário é o dobro, 24,2 mil dólares.

Na avaliação do parlamentar, os números comprovam que o governo Temer não coloca a educação como eixo central do processo de desenvolvimento do país. “Este é o relatório mais importante da educação mundial e tem extrema relevância internacional. É inaceitável que o Brasil, que tem grande capacidade socioeconômica, fique atrás de países com poder de desenvolvimento econômico mais baixo do que o nosso. A diferença é a forma com que os profissionais mais importantes do processo de aprendizado são vistos pelos governantes. Temos que mudar isso”, protestou.

Bacelar também chamou a atenção para as condições precárias enfrentadas diariamente pelos docentes. Disse ainda que a solução para enfrentar o cenário caótico da educação está na Lei de Responsabilidade Educacional. “Falta tudo. Desde material escolar a papel higiênico. O rico tem falhado, e muito, com a educação do filho do trabalhador. Precisamos punir os gestores públicos pelo retrocesso nos índices educacionais. A nova lei está pronta para ser apreciada pelo plenário desta Casa. Só falta mais boa vontade do Parlamento”.

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