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O deputado federal Bacelar (PTN-BA) falou nesta segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa, sobre a tragédia do final de semana na Baixa do Fiscal, onde quatro pessoas morreram em um deslizamento de terra. “ Está bem claro que houve uma redução nos investimentos destinados à contenção de encostas no município. O governo do estado investe R$150 milhões, e a prefeitura deveria corresponder com um volume de recursos também importante. A cidade tem 600 áreas de risco, que só poderão ser atendidas com a união das três esferas de poder”, declarou.

Bacelar participou da audiência pública da CPI da Câmara dos Deputados que investiga a morte de jovens negros e pobres. A primeira mesa de debates reuniu representantes da campanha “ Reaja ou será morto; reaja ou será morta”, da União de Negros pela Igualdade (Unegro), do Olodum, do movimento Posse de Conscientização e Expressão (PCE), do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) e da Universidade Federal da Bahia( UFBA), além de familiares de vítimas da violência.

O mestre de capoeira Ninha fez um relato emocionado da morte do filho Joel, de 10 anos, após uma ação da polícia no Nordeste de Amaralina em 2010. “ O meu filho foi morto dentro de casa, quando se preparava para dormir. Em que mundo nós estamos? Luto até hoje por justiça. Não é filme, não é novela, é a realidade da vida que levamos”, desabafou.

O parlamentar chamou a atenção para a contribuição que a comissão tem dado no enfrentamento da violência contra a população das periferias. “ Essa é a CPI mais importante da Câmara, porque trata do genocídio de uma raça. Morrem duas vezes e meia mais jovens negros do que brancos, com idades entre 12 e 29 anos. Estão matando os sonhos da juventude negra brasileira”, disparou.

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