Integrante da lista de parlamentares que votaram contra a terceirização irrestrita nas empresas, que atinge também o serviço público, o deputado federal Bacelar (PTN-BA) tem usado as redes sociais para alertar sobres os riscos da medida, que, na visão dele, vai precarizar o já combalido mercado de trabalho.

Segundo Bacelar, a suspensão das restrições aos serviços terceirizados significa um retrocesso na legislação e ameaça o direito de greve dos trabalhadores, que poderão ser substituídos por funcionários temporários, em caso de paralisação. Outro ponto ressaltado pelo deputado é a falta de proteção social aos empregados que ganham os menores salários. “Essa proposta é antissocial por natureza e não cria relações estáveis. Ela tem como objetivo a contratação mais barata, negando direitos. Daqui a pouco vão obrigar o trabalhador a virar pessoa jurídica, abrindo mão de férias, licença-maternidade e outros benefícios”, declarou.

O petenista defende a reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada na década de 1930, para flexibilizar e estimular a contratação de mão de obra. “Em vez de propor a atualização das leis trabalhistas, o governo Temer tenta driblar o problema, com uma medida que não dá esperança ao trabalhador brasileiro. Afinal, quem irá contratar uma pessoa que reclama, que não abaixa a cabeça e ainda custa o dobro?”, provocou Bacelar.

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