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Mais de 50% dos brasileiros estão acima do peso ideal; 17,5% são obesos. Os dados são da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, divulgados em abril do ano passado.

Preocupado com os casos de obesidade no país, o líder do PTN na Câmara, deputado federal Bacelar (BA), se pronunciou nesta quinta-feira (23) sobre o tema. Bacelar defendeu que seja derrubado o recurso contra o projeto de lei aprovado na Casa, que proíbe a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de vetar a produção e comercialização de inibidores de apetite como sibutramina, anfepramona, femproparex e mazindol, para que a matéria seja levada ao Senado. De acordo com o deputado, retirar as substâncias do mercado significa deixar sem tratamento cerca de 15 milhões de brasileiros.  “Muitas vezes,somente a mudança de hábitos alimentares não é suficiente para combater boa parte dos casos de obesidade e nem todos são indicados para cirurgia bariátrica.Segundo especialistas, o excesso de peso é fator de risco para diversos tipos de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC), além de câncer e diabetes. Isso significa que o número de vítimas indiretas é ainda maior. Isso sem contar com a tristeza e a melancolia causadas pelo excesso de peso”, relatou.

Segundo Bacelar, a proibição aumenta a comercialização desse tipo de medicamento no mercado paralelo e a procura por cirurgias bariátricas. “Até mesmo o Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra a proibição dos emagrecedores no Brasil, porque a medida tira a autonomia dos médicos na escolha de métodos terapêuticos, que têm o direito de prescrever o tratamento adequado”, completou Bacelar.

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