O deputado federal Bacelar (PTN-BA) disparou nesta quinta-feira (17) contra o comportamento da Câmara, que, na visão do líder do PTN, não deveria ter abandonado as prerrogativas sobre o rito do processo de impeachment da presidente Dilma. “ Novamente foi parar no Supremo Tribunal Federal um problema que teria que ser resolvido aqui dentro da própria Câmara. O rito do impeachment está cheio de incertezas que agora dependem do Supremo. Colocamos nas mãos de outro poder uma decisão que é nossa. A Constituição de 88 previu a possibilidade de impeachment e definiu alguns padrões, mas a lei complementar nunca foi votada nesta Casa. Com toda a urgência do impedimento de Collor, a decisão foi baseada na lei 1.079, de 1950. Hoje, 23 anos depois, continuamos sem cumprir a Constituição”, afirmou.

Bacelar elevou o tom das críticas para falar sobre o papel político que a Câmara tem desempenhado. “Vivemos hoje uma ditadura de maiorias casuais, em um regime do vale-tudo. Deveríamos conversar, convencer, negociar, mas o que temos é um atropelo e a imposição de vontades próprias. Um egocentrismo que passa por cima de tudo e de todos, inclusive dos interesses dos brasileiros. A todo tempo são ameaças de votações e gritos. Tenho notado que tudo é motivo para judicializar, recorrer ao Supremo. A Casa está dividida. Não reconheço mais a Câmara de Nereu Ramos, José Bonifácio, Marco Maciel, Ulisses Guimarães e Luis Eduardo Magalhães, que foram considerados grandes presidentes e líderes natos”, protestou.

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