Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar desta terça-feira (25/05), o deputado federal Bacelar (Podemos/BA) falou sobre política, retorno às aulas e turismo. Quando questionado se apoiaria ou não a chapa de Jacques Wagner (PT) para o governo da Bahia, o parlamentar elogiou a atuação do senador, mas afirmou que ainda é cedo para pensar em alianças para a campanha de 2022. Segundo ele, Rui Costa ainda tem muito trabalho para desenvolver, principalmente, no combate à pandemia do coronavírus. “Jacques tem muita experiência como gestor, é uma pessoa brilhante. Mas nosso governador ainda tem mais de um ano pela frente. Estamos em meio a pior pandemia do país. Todos nós precisamos estar focados na saúde. Temos ciência de prioridade e a prioridade agora é a vida, não a política”, completou.

O parlamentar, que é presidente estadual do Podemos, acredita que agora o partido está devidamente contemplado na base do governo com a nomeação de Maurício Bacelar na Secretaria de Turismo da Bahia (Setur). “Nós sempre participamos do Governo Rui Costa desde o primeiro momento, seja no Detran, seja na Adab, e agora temos mais esse desafio. Nós estamos satisfeitos. Agora, do ponto de vista de tamanho político, o partido está contemplado. Nós sentíamos que não estávamos no espaço do tamanho que a nossa contribuição merecia”, afirmou.

Ao falar sobre carnaval, Bacelar, presidente da Comissão de Turismo da Câmara, acredita que a festa não vai acontecer em 2022. Ao ser questionado sobre os motivos, ele atacou o governo, criticou o plano de imunização e fez um apelo: “Qualquer evento com multidão é perigoso. Estamos trabalhando muito, mas a população precisa nos ajudar a pressionar. Vamos ligar para os deputados e senadores, tem que cobrar. Vacina já e para todos!” clamou.

Em sua opinião, a desorganização, o negacionismo e a falta de comprometimento colocam o Brasil em isolamento e vulnerabilidade. “O mundo está reabrindo, mas continuamos isolados. Somos o segundo turista mais rejeitado. 120 países não nos deixam entrar e ninguém quer vir para cá. Estamos cada vez mais sozinhos porque faltam vacinas. Ao lado do agronegócio, o turismo é quem movimenta a economia brasileira, tem uma cadeia produtiva gigantesca. Envolve desde o setor aéreo até a baiana do acarajé. Estou trabalhando para alavancar o setor e conto com a SeTur para isso”.

O parlamentar também disse que o retorno às aulas foi precoce, que o governo federal tem se omitido na pandemia ao permitir que cada município decida por si próprio, por falta de um “comando central”. Para ele, a prefeitura deveria ter aproveitado o lockdown para investir em infraestrutura, reformado as escolas e criado condições para receber as crianças. “Salvador tem avançado, mas foi precipitado. Quanto se investiu enquanto estávamos parados? Não criamos as condições para isso. A escola deveria ser a última a fechar a primeira a abrir. Toda a comunidade deveria ser vacinada, mas no ritmo que estamos, isso vai demorar mais um ano e meio e os prejuízos serão incalculáveis. Para isso, temos o projeto que distribui internet e aparelhos para alunos da rede pública, mas Bolsonaro, novamente vetou e, nós defensores da educação, estamos trabalhando para derrubar isso no Senado” concluiu.

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