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“Uma coisa que o homem branco jamais poderá dar ao homem preto é o auto-respeito”. Com esta frase do revolucionário Malcom X, o líder do PTN na Câmara, deputado federal Bacelar (BA), abriu a sua participação na CPI que investiga a violência contra jovens negros e pobres, ontem (19). O deputado lembrou que, se estivesse vivo, Malcom X completaria 90 anos. O americano ficou conhecido mundialmente por ser um dos maiores defensores dos direitos dos negros nas décadas de 50 e 60.

A CPI ouviu o presidente do grupo Olodum, João Jorge, e o professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Valter Roberto Silvério. João Jorge chamou a atenção para a falta de representatividade da raça negra na sociedade. “ Apesar de sermos mais de 100 milhões de afro-brasileiros, ainda temos pouco espaço na mídia e nos altos postos de governo. Lembro bem de uma representação diplomática brasileira que visitou um país africano sem nenhum representante negro. Parecia uma delegação escandinava”, disparou.

Preocupado com a filtragem racial realizada por policiais nas abordagens, o deputado Bacelar apresentou requerimento para a realização de uma audiência pública com a presença dos professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Ignácio Cano e Luiz Eduardo Soares, para tratar do tema “Controle de polícia no Brasil”.  “Para o bom andamento da CPI, é importante que especialistas tragam sugestões, q
ue eles possam contribuir para um melhor e maior controle efetivo da atividade policial, principalmente, para coibir crimes cometidos pela polícia, seja através da prevenção ou da repressão”, declarou.

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