Em audiência pública promovida pelo deputado federal Bacelar (Podemos-BA), nesta quinta-feira (8), na Câmara, foi discutida a medida do Ministério da Educação que retira as expressões “questões de gênero” e “orientação sexual” da nova versão da Base Nacional Comum Curricular. O evento reuniu representantes do MEC, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, da União Nacional LGBT e professores.

Bacelar voltou a criticar a decisão do ministério que, segundo ele, afronta princípios constitucionais e acordos internacionais. “Reconheço que a educação tem avançado significativamente, mas suprimir estas expressões é um retrocesso inaceitável”, afirmou.
O parlamentar citou o alto índice de evasão escolar do público LGBT como resultado da discriminação e marginalização. “Precisamos de uma base que respeite a diversidade e estimule o exercício desse respeito. A escola é um local plural, de diversidade. É o lugar onde formamos cidadãos que tenham apreço pela liberdade e tolerância”.
O coordenador do curso de letras do Instituto Singularidades, Marcelo Ganzela, se manifestou favorável à posição de Bacelar. “O número de crianças e jovens transexuais, gays e lésbicas é muito grande. Temos uma responsabilidade com essa parcela da população, que não se sente segura na escola, que é silenciada por conta da sua identidade, não é reconhecida”.
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