Quem passa pelo centro-histórico de Salvador e deseja conhecer um pouco mais da cultura afro se decepciona ao encontrar o Museu Nacional de Cultura Afro Brasileira (Muncab) com as portas fechadas. Em reforma há mais de um ano, faltam recursos para concluir as obras de restauração do prédio histórico que tem uma coletânea com mais de 300 raridades.  

Acompanhado do ex-diretor e idealizador do projeto, José Carlos Capian, o deputado federal Bacelar (PV/BA) esteve no local e se comprometeu em articular, junto aos órgãos competentes, na liberação de R$ 2 milhões que faltam para concluir as obras.  

Na avaliação de Bacelar, a demora no repasse de orçamento do governo federal para as reformas necessárias de adequação de segurança chamou atenção do Brasil e do mundo para o desinteresse do governo com os órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico brasileiro, pelas artes, pela cultura e também pela ciência. 

“O MUNCAB é um museu com ênfase na valorização de aspectos da cultura de matriz africana, que destaca a sua influência sobre a cultura brasileira. Não pode ser deixado de lado desta forma” afirmou o parlamentar.  

Capinan explica que, em 2010, a Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), entidade responsável pelo projeto de instalação do museu, assinou um convênio com o governo federal, que previa o pagamento de R$ 9,98 milhões. Esse valor seria dividido em quatro parcelas e destinado para a instalação e manutenção do Muncab até 2022, quando um novo contrato seria assinado ou uma outra instituição assumiria a administração. Desse montante, R$ 2,01 milhões permanecem retidas por questões técnicas e burocráticas.  

“Seriam 4 parcelas. Mas a última ainda não foi paga. Corremos o risco de fechar as portas. A terceira só foi paga graças a Bacelar, que olhou por nós. Por isso, conclamamos o parlamentar novamente. Sabemos que Bacelar valoriza e acredita no poder da educação, cultura e lazer como agentes transformadores. A cultura afro-brasileira é, desde seus primórdios, fortemente influenciada pela cultura africana, nos colocando no patamar de uma das culturas mais ricas do mundo contemporâneo e precisa ser valorizada pelo poder público ” finalizou.  

 

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