por João Carlos Bacelar

Dono da quinta maior torcida do Brasil, o Bahia coleciona títulos honrosos ao longo de 82 anos de história. Mas agora o Esquadrão de Aço está quebrantado. Enfrentando uma séria crise de identidade chega na reta  final do Baianão e quase no encerramento do Brasileiro, campeonatos que disputa em paralelo, sem elenco competitivo e sem o crédito da torcida e da imprensa. De sobra mesmo, resultados humilhantes, como o último que aconteceu no domingo das Mães em plena Arena Fonte Nova quando caiu por 7 x 3 para o Vitória, seu maior adversário.

Um placar vergonhoso para o tricolor mas nada surpreendente pelas últimas campanhas realizadas. O que precisa mudar? Tudo. Não é só divulgar lista de dispensa de jogadores, de técnico, autodegola de diretor e gerente de futebol. É preciso mudar o foco. Pensar o Bahia de forma profissional, com atitudes responsáveis, planejamento administrativo coerente, projetos sérios, metas a atingir, com prazos a serem respeitados. Como uma empresa que respeita seus clientes, o Bahia precisa respeitar seus torcedores, diagnosticar – e executar – o que eles querem ver em campo e fora dele.

Os absurdos e desmandos que temos testemunhado ao longo dos últimos dez anos – nós e o Brasil inteiro – geraram o fragoroso vexame no maior clássico do Norte/Nordeste. A partir disso, não é possível que se mantenha de pé a mesma estrutura falida que tem administrado o Bahia.

Vamos considerar que o tricolor começou o campeonato com 14 jogadores pinçados da reserva de outras equipes. A diretoria contratou gente desconhecida aos montes, recebeu pela venda de Gabriel e não reinvestiu. Criou sim um ataque inoperante, uma defesa que não marca e um meio de campo que não arma nada. A equipe que opera nos bastidores alimentou a panelinha pois não teve pulso para dispersar os cabeças e continuou aprontando das suas, contratando cada vez mais sem qualidade e não exigindo o compromisso necessário.

 

Nada a declarar. Foi a frase póstuma de muitos torcedores e de Joel Santana, agora ex-técnico do Bahia. Outros quiseram divulgar sua indignação após o massacre. Mais de 150 torcedores invadiram o Fazendão para pressionar por mudanças gerais. O presidente da Bamor bradou que a folha de mais de R$ 2 milhões mensais não dá conta do recado. Pois é. Mantida pela visão tosca e medíocre que agora embaça nosso caminho e nos tira definitivamente a taça do Baiano.

Ouvi por aí que para ficar horrível o Bahia terá que melhorar muito. Exagero?? Só quem sabe é quem estava lá como eu e provou o fel da humilhação. Um espetáculo horrendo pra nós e que mostra claramente o abismo técnico entre os dos principais times da Bahia.

Para ficar com o título do Baianão precisaríamos ganhar do Vitória com 5 gols de diferença e para passar de fase no Brasileiro será necessário vencer o Luverdense com a diferença de três gols. A comparação pode ser feita com o aluno que não estuda desde o início do ano, disperso e indiferente às aulas. No final do ano a reprovação é certa. Pois é. Nada surpreendente, apenas  o resultado de tamanho e insistente descaso.

É preciso planejar direito, contratar certo, exigir comprometimento, destituir os chefs da panela que também frita e garantir um time consistente, competitivo. Não dá mais pra esperar. Nossa torcida não aguenta ser atropelada pelos erros intoleráveis. Passou da hora.

Que diretoria é essa que, com tamanha indignação da torcida, quer se manter? Ou apenas para ser redundante e desafiar a paciência do torcedor prefere o continuísmo absurdo e sem limites?  Precisamos perder mais o quê para haver consciência? Quem é Bahia não precisa viver essa agonia!

Nas ruas já está lançado o desafio.  Bahia: ame-o ou deixe-o.

Fonte: Bahiacomorgulho.com

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    1. Aqui é a Camila parabéns pelo conteúdo do seu site gostei muito deste artigo, tem muita qualidade vou acompanhar o seus artigos.

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