Por Bacelar para o Mais Região

A Base Nacional Curricular Comum veio para mudar o cenário da educação brasileira. O documento é o responsável por detalhar o que os alunos dos ensinos público e particular têm o direito de aprender a cada ano, independentemente do canto do país em que viva e da situação econômica de sua família. A ideia é criar condições para mais equidade e organização do sistema educacional. Uma conquista histórica para o país.

É ela que vai facilitar o trabalho dos gestores e mais de 2 milhões de professores. A partir do alinhamento dos conteúdos, o planejamento de aulas se torna mais objetivo. O estabelecimento de objetivos facilita também o acompanhamento dos pais em relação à evolução dos filhos.

O processo de criação não foi fácil, mas extremamente necessário. Os debates foram marcados por polêmicas e por um cenário político tumultuado. As consultas públicas contaram com mais de 12 milhões de contribuições em sua primeira versão. A segunda, já ajustada, passou pelas mãos de 9 mil professores e gestores de todo Brasil. E, agora, a  terceira versão – espero que última – foi encaminhada, este mês, para apreciação do Conselho Nacional de Educação.

Não julgo a demora no processo, pois estamos discutindo o futuro do nosso país.  Soa clichê, mas é isso mesmo. O que nossas crianças aprendem em sala de aula refletem nas ruas, na economia, no desenvolvimento do Brasil. Afinal, as crianças de hoje são os adultos de amanhã.

O que não podemos deixar é que a Base Nacional Curricular Comum fique apenas no papel.  O grande desafio agora é fazer com que ela chegue às mais de 180 mil escolas das redes pública e privada de ensino. E com um direcionamento claro: ampliar a qualidade da educação brasileira, no entanto, é indispensável a fiscalização de todos nós.

É nosso dever, enquanto educadores,  promover a igualdade educacional e valorizar o desenvolvimento integral, agregando desde o letramento e pensamento crítico até a autonomia e responsabilidade do aluno. É o despertar para o mundo contemporâneo, estimulando uma forma de aprendizagem mais ativa em sala de aula.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

TALVEZ VOCÊ GOSTE TAMBÉM

Deixe uma resposta

Fechar Menu