O atraso na distribuição da segunda dose da CoronaVac, pelo Ministério da Saúde, tem causado indignação na população brasileira. Em Salvador, a prefeitura já anunciou que só garante a aplicação do reforço até esta quinta-feira (29) e está restrito aos agendamentos on-line. A capital baiana não recebe novas remessas há 15 dias, o que explica a escassez. Os municípios de Ilhéus e Vitória da Conquista também suspenderam a vacinação.

Na avaliação do deputado federal Bacelar (Podemos/BA), a situação envergonha o Brasil, país que sempre foi reconhecido mundialmente pelo calendário de imunização contra doenças infecciosas. Bacelar elevou o tom em suas redes sociais ao afirmar que as atitudes impensadas comprovam, mais uma vez, falta de planejamento e estratégia do governo federal, que não evitarou o pior cenário. Para ele, querem “a todo custo” aumentar o número de vacinados, sem pensar nas consequências.

O parlamentar, de 63 anos, recebeu a primeira dose da CoronaVac no dia 03 de abril. O reforço estava marcado para o próximo domingo, 02 de maio, mas ainda não tem previsão de quando isso vai acontecer. Mais de 36 mil soteropolitantos passam pela mesma situação. “Estão todos frustrados. A ansiedade da população em receber a segunda dose é grande. O governo não pode brincar com a saúde do brasileiro” criticou .

Em 21 de março, o Ministério da Saúde mudou a orientação e autorizou que todas as vacinas armazenadas pelos estados e municípios para garantir a segunda dose fossem utilizadas imediatamente como primeira dose. A pasta esclareceu que não haveria desabastecimento.

“O próprio ministro da Saúde tem reconhecido a dificuldade em enviar as remessas do imunizante para os estados. Faltam insumos para o Butantan produzir o imunizante, há atrasos nas licitações. Querem aumentar os números de pessoas vacinadas custe o que custar, mas esquecem que, para garantir a eficácia contra o coronavírus, é preciso garantir as duas doses. Uma só não adianta. Apenas 15% da população brasileira tem o cartão de vacina completo. Um absurdo extremo” completou.

Bacelar reforça ainda a importância de investigar a gestão do governo no combate ao coronavírus. Para ele, a CPI da Covid é essencial e de extrema urgência. “Temos que saber e investigar todas as mazelas que Bolsonaro tem feito durante a pandemia. É erro atrás de erro. E a população que paga o preço alto. Com a própria vida. Já estamos batendo a marca dos 400 mil mortos. Não podemos perder mais gente para esta doença” defendeu.

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