No dia do professor, comemorado nesta terça-feira (15), a Câmara dos Deputados realizou a Comissão Geral em defesa das Universidades Públicas, dos Institutos Federais e do CNPq. A sessão aconteceu a pedido do deputado Bacelar, líder do Podemos na Bahia, que criticou a possível fusão entre Capes e Cnpq, noticiada pela mídia recentemente. Para ele, se concretizada, a medida vai fragilizar a pesquisa cientifica brasileira. “Hoje é um momento de resistência para educação brasileira. As duas agências são responsáveis pelo fomento à atividade científica no país. Mas, elas possuem naturezas e funções diferentes. Elas também respondem á órgãos diferentes. Essa possível junção representa mais fragilidade” afirmou.
O parlamentar lamentou ainda a política educacional de Bolsonaro. Para ele, a educação está sendo empurrada para o obscurantismo, e o MEC usado como objeto de ideologia do Governo. “O Governo não tem nenhum projeto para superar as imensas dificuldades da educação. O que existia no MEC, graças a um corpo técnico altamente qualificado, foi destruído. Pior, foi criada uma crise como nunca antes vista e jogou em descrédito uma das pastas mais importantes do país” pontuou.
Bacelar aproveitou a presença dos reitores das universidades públicas e institutos federais de todo país, representantes da sociedade civil, acadêmica e parlamentares, para fazer um apelo: “O campo da educação precisa estar no centro das discussões dos movimentos sociais e da oposição. Primeiro por seu óbvio papel estratégico na construção de uma nação desenvolvida e soberana, mas também porque nos dá a oportunidade de demonstrar à população quais são os verdadeiros objetivos de Bolsonaro” finalizou.

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