Em meio ao clima de incertezas na Câmara, pela aceitação ou não da denúncia de corrupção que envolve o presidente Temer, o deputado Bacelar (Podemos-BA) ocupou a tribuna nesta terça-feira  (1°) e, no lugar de atacar Temer, disparou uma artilharia pesada em direção ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Bacelar protestou duramente contra a possibilidade de Maia assumir a Presidência da República, caso Temer seja afastado. Ele classificou o parlamentar carioca como representante dos grandes grupos econômicos e foi enfático quanto à crise política que se estabeleceu no país.  “Eu não criei Temer. Eu não fui instrumento do golpe contra Dilma. O DEM, PSDB e PMDB, que são sócios majoritários do golpe, que resolvam o problema que criaram. Se Temer não serve mais para defender os interesses dos poderosos, que esses partidos assumam suas responsabilidades. Colocar Rodrigo Maia no lugar de Temer é golpe do golpe, significa colocar o país nas mãos dos grandes empresários. Maia representa o que há de mais conservador no país e seria um retrocesso na conquista de direitos da classe trabalhadora. Eu não vou contribuir para que isso aconteça”, atacou.
Bacelar alertou ainda para o risco das articulações pelo maior cargo da República. “O país não aguenta mais sofrer tanto. O país não vai aguentar um terceiro presidente em dois anos. Querem articular a direita, que nunca teve voto para chegar à Presidência. É dar a caneta com tinta para o fim de conquistas do povo pobre deste país. É ter um novo presidente que diz que o caminho deve ser cortar aposentadorias no serviço público e foi contra as cotas nas universidades. Se o DEM quer fazer um presidente, que vá às ruas conseguir o voto. Não será com a minha digital que isso irá acontecer. Não irei participar disso”, concluiu.
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