Por Bacelar para o Mais Região

Nessa ponte área Brasília – Salvador em que vivo eis que um dia me deparo com uma notícia devastadora. Gabriel, de apenas 8 anos, desmaiou de fome enquanto assistia à aula em uma escola do Distrito Federal. Por não haver escola pública na região, todos os dias ele e outras 250 crianças, que moram no mesmo bairro, percorrem 30 quilômetros para estudar. O caso do Gabriel não é o único, infelizmente. Todos os dias, em algum canto do país, tem alguma criança desmaiando ou morrendo de fome. Muitas delas vão para escola apenas para comer e, às vezes, a merenda ofertada é a única refeição do dia. Com um nó na garganta e quase sem conseguir terminar de ler a reportagem, consegui, finalmente, refletir sobre a importância da alimentação no processo de aprendizagem.

As falhas na alimentação estão entre os principais problemas da educação pública. A merenda, geralmente, é enlatada, de baixo teor nutritivo, com pequenas quantidades de proteínas. Faltam alimentos ricos em ferro, como feijão e carne. A qualidade dos alimentos, a repetição e a composição do cardápio deixam crianças e adolescentes muitas vezes com fome. O resultado dessa soma de fatores não poderia ser outro: queda no rendimento escolar. Mas é claro! Quem consegue aprender com fome? O que se pode observar é a clara negligência e descaso das autoridades governamentais em relação aos alunos que, na maioria das vezes, dependem exclusivamente do ensino público para seguirem carreiras acadêmicas.

A solução é simples e todos nós sabemos qual é. Além de introduzir no cardápio uma alimentação saudável, balanceada, rica em folhas, frutas, verduras, proteínas, carnes, peixes, enfim, é preciso, principalmente, acabar com a indiferença do poder público com nossos alunos. É preciso por fim às irregularidades nas compras de merenda escolar. Ali estão crianças que nada tem a ver com a falta de bom senso por parte dos gestores públicos. Afinal, os impostos pagos pelos seus pais e pela população devem cobrir esses gastos e garantir a merenda com qualidade.

Mas até quando isso vai acontecer? Essa é uma respostas que pais, alunos e professores fazem todos os dias. As melhorias das condições da educação no Brasil parecem um sonho distante ou só é observada nos discursos inflamados de quem quer assumir o governo ou dos que querem se manter no poder. Mas não vou esmorecer e vou continuar lutando pelo aprendizado de nossas crianças e adolescentes que são o futuro do nosso país. A frase é piegas, mas extremamente verdadeira.

 

 

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