O Bahia termina o primeiro turno do Brasileirão fora da zona de rebaixamento mas mergulhado em profunda crise com a torcida, o que fez com que o artilheiro Souza desabafasse após o empate com o Atlético Goianiense: “Não estamos jogando bem. Temos que trabalhar”. Caveirão parece ser o único com coragem de assumir o real estado do Esporte Clube Bahia.

Olhemos o espelho. Estrearemos no segundo turno da Série A contra o Santos de Neymar e Ganso, com um time desorganizado, temeroso, que estacionou no final da tabela equiparado por baixo.

A pontaria do time continua complicada, os jogadores demonstram estar perdidos, se exaltam, ganham cartão e passam a desfalcar o já combalido time no próximo jogo, como é o caso de Marcelo Lomba.

Está faltando equilíbrio, organização, atitude, comando? Cadê a direção da equipe? Qual bússola o elenco deve seguir? Uma equipe desmotivada, uma torcida decepcionada, resultados frustrantes. Há mais de 60 dias o Bahia não vence em Pituaço e o resumo da ópera: conseguimos apenas 30% de aproveitamento jogando em casa e 21 pontos preciosos foram para o lixo.

Cadê a Dinastia que toma conta do Bahia? Será que está buscando solução ou empurra com a barriga a triste realidade até descambarmos em velocidade para a Série B? Estamos correndo sérios riscos. Os torcedores que acreditam no time sobrevivem em número cada vez menor, os jogadores estão angustiados e o clima é o pior possível.

Do outro lado, o Vitória investe no Centro de Treinamento, traz jogadores de reconhecido talento para reforçar o plantel e nós somos obrigados a nos acomodar torcendo para não cair? A estratégia, claro, furou. Será que ninguém enxerga isso? Temos é que traçar metas para subir. Investir, motivar, cobrar, unificar.

Falta o quê? Atitude, capacidade de gestão, respeito aos torcedores e amor de verdade pelo Esquadrão. Precisamos voltar a ser uma das principais equipes do futebol brasileiro. Temos a torcida – o principal componente de cada clube. Falta-nos agora recomeçar a trilha vitoriosa que há muito deixamos para trás. Temos obrigação de pavimentar a estrada para chegarmos onde realmente merecemos.

Fonte: João Carlos Bacelar/Coluna Sob a Ótica do Torcedor/Bahia com Orgulho

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