por João Carlos Bacelar

Até postei em meu último comentário (O Bahia e a democracia) baseado em um site de notícias que teríamos, a princípio, 500 pessoas no lançamento oficial do Movimento Bahia da Torcida. Repeti  a rotina de muitos baianos que se norteiam pela imprensa de nossa terra.  Mas é bom ficarmos atentos: boa parte dela informa errado. Ontem vimos na Arena Fonte Nova um espetáculo maior do que muito jogo de futebol. Cerca de 6 mil tricolores genuínos mostraram que o amor pelo clube deve estar acima de qualquer interesse. Foi um ato de organização e respeito pelo sentimento de milhares de torcedores anônimos e conhecidos incluindo aí os dois maiores dirigentes do Estado e da capital baiana.

O Movimento está correto de aceitar apenas os tricolores genuínos de coração. Não somos tão  liberais a ponto de permitir uma mistura que pode ser daninha, perversa aos nossos interesses. Chega de tentar juntar água e óleo. Quem é Bahia não precisa viver essa agonia. A nossa supremacia está no amor pelo clube, na vontade imensa de vê-lo brilhar, conquistar mais um tento, Bahêa, Bahêa…

Ou seja, o movimento começa a crescer, a pipocar nas ruas naturalmente, as vozes são cada vez mais uníssonas, nas redes sociais e fora do mundo virtual. Caetano bradou da Concha o seu Abraçaço no Bahia, Ricardo Chaves postou que democracia não se negocia. Quem é Bahia vem à luta em busca de um futuro melhor para o clube do coração.

Juca Kfouri tem cobrado uma outra versão para os resultados do tricolor. Milton Neves acaba de dizer que o presidente do Bahia vive o aperto de Fernando Collor nos últimos dias de poder. Sem chão, sem fôlego mas incapaz de aceitar uma saída negociada – e honrada – prefere às vias de fato. Se é público zero, o presidente respondeu à altura na coletiva que atrasou duas horas para tentar esvaziar o movimento: chance zero de largar o Bahia por causa do estatuto. Que estatuto? O mesmo que ele próprio ajudou a mudar?? A torcida já mandou um claro recado que vai afetar o cofre azul, vermelho e branco significativamente: É público zero até a mudança acontecer. E agora?? Vale a pena prejudicar ainda mais o clube?? Ou o melhor é não ser responsável por mais perdas financeiras uma vez que o Bahia precisa se reorganizar, contratar profissionais de talento reconhecido para reverter os péssimos resultados em campo?? Por isso, fora dele, o melhor é que tenhamos todos a sabedoria necessária para reconhecer o que pode – e precisa ser mudado.

Nesse final de semana somos obrigados a absorver o resultado da final do Campeonato Baiano e dolorosamente esperar o Bahia perder mais um título……

Mas, Avante Esquadrão! O Bahia não tem dono, somos todos responsáveis pelo seu destino. Calma que a partida começou. Estamos brilhando no primeiro tempo e antes dos 90’ teremos resposta positiva à nossas reivindicações e ao nosso sonho. Eleições Diretas Já!

Fonte: bahiacomorgulho.com

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