por João Carlos Bacelar

Certamente movidos por instinto de proteção pais e mães se esmeram em proteger os filhos dos obstáculos, tentam definir para eles o que é sucesso, falam sobre as profissões, mercado de trabalho mas muitas vezes esquecem que ser bem sucedido e felicidade não são a mesma coisa.

Aprender com eles, estar mais próximos, investir na relação pai e filho, compartilhar as dificuldades da família, o que pode ser visualizado em um futuro próximo, discutir as relações humanas. Tudo é possível de ser conversado.

Explicar pra eles que na vida realização é fundamental e que para atingi-la é necessário atentar para uma série de ingredientes que devem estar harmoniosamente mesclados: vontade de aprender, percepção de valores, virtudes, perigos oferecidos pela adolescência e juventude, estímulo para crescer e se superar, sempre.

Com a amizade que se estabelece é bem mais fácil estabelecer regras, estipular limites, fazê-los entender que para toda ação existe uma reação e para a conduta fora das regras vai acontecer a proibição; amar intensamente um filho não descarta levantar limites para esse sentimento. O amor dos pais nasce antes mesmo dos filhos virem ao mundo, é indissociável dessa relação; embora seja preciso colocar em prática o mandamento auscultado da sabedoria popular. O ensinamento alerta para que criemos o filho para o mundo e não para nós mesmos.

Eles precisam exercitar as regras em casa e fora dela. Caso contrário não estarão preparados para a vida. Por mais que seja difícil para nós pronunciar aquela bronca, aquele ‘não’, temos que perceber de verdade que isso é educar, é um ato de amor. Dizer ‘sim’ todo o tempo vai angariar muitos sorrisos, sem dúvida, mas não vai orientar a prole, conduzi-la ao caminho do mundo com todos seus prós e contras.

Se a ideia é criar os filhos para serem pessoas melhores, decentes e honradas é indispensável que pensemos em educar filhos e filhas para que eles vivam em harmonia em todos os ambientes e não só em família. Amor sem limites é prejudicial em todos os sentidos, porisso vamos estar atentos para os caminhos que a vida desenhou para cada um de nós.

Seguiremos em frente com o foco no amor com limites, a sangue frio, de caso pensado, de liberdade monitorada e de paciência e compreensão mútuas para que a relação entre pais e filhos seja saudável, produtiva e amorosa. Essa é a legítima educação para o sucesso.

Buscar uma boa formação educacional, acompanhar sua evolução, seus deslizes e procurar soluções a curto prazo é trabalhoso mas pode fazer a diferença entre um adulto mediano e um jovem sempre em busca de construir o melhor que pode ser. E você pode ser esse ponto de partida de um mundo onde há uma acomodação coletiva e fácil em verbalizar o ‘sim’ para um universo de descobertas que surgiu a partir de um ‘não’, carregado de mensagens para que o adolescente se transforme em um adulto consciente de seus direitos e deveres e com maiores chances de atingir a felicidade que tanto almejamos para nossos filhos.

Fonte: politicalivre.com.br

Compartilhe com amigos
Receba as atualizações do Deputado 
direto em seu email




    Deixe uma resposta