por João Carlos Bacelar

Conhecer a realidade da educação é uma tarefa das mais complexas e acreditamos que poucos a conhecem em suas várias vertentes. Sou filho de professora e estudei em colégios públicos no interior da Bahia. Desde cedo descobri a importância da educação como vetor de transformação político-social, especialmente para os jovens de famílias carentes que, de forma correta, enxergam-na como a única alternativa de mudança de vida.

Passei a entender melhor isso quando fui convidado a lecionar. Como educador e homem público percebo o caminho que já conseguimos percorrer desde a minha infância. Mas ainda é preciso muito. As vozes que se multiplicam nas ruas continuam ecoando em nossa cabeça e nesse final de julho posso com tranquilidade fazer um balanço positivo do ciclo concluído frente à Secretaria Municipal de Educação.

Em dezembro de 2010 aceitei com entusiasmo o desafio de colocar a educação pública de Salvador em primeiro lugar.

Trabalhei com afinco junto à uma equipe abnegada que colaborou para qualificação dos profissionais da área. Os reajustes salariais aplicados no período totalizaram 74% e hoje Salvador pode se orgulhar de ser o segundo município brasileiro que melhor paga seus professores. Continua a negociação para o reajuste de 2013 de 7,97%. Em início de carreira, o docente em sala de aula recebe cerca de R$ 3.700 e pode se aposentar com até R$ 10 mil.

Cadastramos todos os trabalhadores da educação vinculados à Secretaria, o que nos possibilitou identificar onde havia deficiência e fomos preenchendo os espaços. Hoje não há escola sem professor na rede pública soteropolitana.

Implantamos o Plano de Recuperação da Rede Física Escolar. Foram reformadas e ampliadas cerca de 200 escolas e outras 15 foram construídas. Em 2013, estão em funcionamento nove escolas em tempo integral oferecendo aulas de música, artes e dança além de reforço escolar no contraturno. Muitas unidades seguem padrão elevado de construção, o que oferece maior atratividade aos alunos e profissionais da educação. O processo de licitação já foi iniciado para reforma de 70 unidades e construção de outras 15. Uma nova escola já está pronta e será inaugurada nesse mês de agosto.

A reorganização administrativa e financeira da secretaria foi outro ponto que podemos destacar. Durante o tempo que respondi pela pasta também desenvolvi um relacionamento democrático e de respeito mútuo com a APLB Sindicato, com quem debatemos os pontos necessários para a valorização dos professores.

Convocamos a família para dentro do ambiente escolar através de diversas atividades para incrementar uma parceria indispensável ao desenvolvimento educacional e social dos alunos.

Colocamos em prática esse ano a Operação Salvador Alfabetiza, uma ação prioritária para capacitar os alunos de até seis anos de idade a ler e escrever, meta desafiadora e mais avançada do que o projeto nacional que prevê a alfabetização da criança até os oito anos. Essa diferença certamente trará ganhos aos pequenos soteropolitanos em um futuro próximo e por toda a vida.

Ainda há muitos pontos a avançar para conquistarmos o tão almejado salto de qualidade na educação pública de nossa capital. A ideia é passarmos dos 4.0 registrados no Ideb para 5,8 em 2017. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica atesta o conhecimento dos alunos e norteia as ações dos gestores da educação.

São metas que ganham acréscimos a cada momento para fazer frente às constantes mudanças por que passa o mundo e a Educação que aprendi durante a minha vida a escrever com “E” maiúsculo.

Agradecemos ao esforço empreendido, sem economias, dos cerca de 10 mil funcionários da Secretaria Municipal de Educação, meus queridos colegas, de quem vou ter muitas saudades. Aos mais de 135 mil alunos desejamos que mantenham o foco na mudança de vida que a Educação pode lhes oferecer. Não tenham dúvida que esse é o melhor e mais seguro caminho para o desenvolvimento de uma nação.

Enquanto o trabalho na Smed continua a todo vapor sob a batuta agora do secretário Jorge Khoury, também entusiasta da Educação, continuaremos firmes no propósito de identificar os pontos que precisam de intervenção, as alternativas que podemos utilizar e as mudanças que podemos propor para integrar o Plano Nacional de Educação em tramitação no Congresso Nacional. Vamos também coletar mais dados em visita às várias regiões da Bahia que precisam de acompanhamento para que a evolução educacional de nossos jovens possam proporcionar-lhes um futuro melhor.

Fonte: politicalivre.com.br

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