por João Carlos Bacelar

Quem é Bahia acordou hoje com a cabeça inchada. Que nem eu. De tanto pensar, tentar descobrir o que acontece ao tricolor. Melhorou em campo, mostrou equilíbrio e consistência e de um momento para o outro, nos dois extremos, revela que não há tranquilidade no Fazendão. No penúltimo jogo, o garoto Madson foi expulso e não sabia nem o que estava fazendo. Na partida de ontem, o experiente Titi, que sabe muito bem o que significa um soco no rosto do adversário, cavou o cartão vermelho  conscientemente. As duas expulsões são a cara do Bahia atual. Sem comando, sob intervenção, sem profissionalismo.

Por isso mesmo repito que futebol e política são exatamente iguais à fórmula primária do óleo e água que jamais vão se misturar. Não há espaço no tricolor para mentalidade atrasada , baseada na cartolagem antiga em que se permitia que o político comandasse o baba. Agora não é bem assim. O profissionalismo dá as cartas. O presidente tem que estar antenado ao mundo do futebol, ao que acontece nos campeonatos mundiais, quem são os olheiros confiáveis para indicar contratações, capaz de liderar, cobrar, fixar metas e correr atrás delas, chegar junto nos momentos difíceis, administrar com pulso, empenho, ser conhecedor da ‘máfia’, que tenha humildade para ouvir a voz que ecoa da arquibancada, de não permitir que os salários atrasem….

Tudo que NÃO precisamos é de burocratas, executivos que não conhecem de perto como o futebol funciona fora do campo. Não podemos correr mais riscos de amargar novas derrotas e fase de baixa autoestima, de afastamento da torcida.

Uma fase delicada essa que vivemos não pode acabar em mãos erradas, que sejam capazes apenas de tecer métodos obsoletos, sem consistência. E agora?

Analisar as cartas na mesa e avaliar com calma. Ainda há tempo para o dia da eleição. Vamos torcer que gente com visão de empresário e coração tricolor surja no front para tirar o Bahia dessa pista escorregadia que tem patinado.

Temos que alcançar um patamar de serenidade para todo elenco. Ninguém é infalível, todos tem pontos fortes e outros nem tanto. Precisamos reforçar o time. Quantas vezes já dissemos isso? Não dá para manter o mesmo elenco em um campeonato de times qualificados com jogos duas vezes por semana. Cadê as peças de reposição? O interventor não pode resolver. Mas nós podemos decidir. Vem a Assembléia Geral, chegará o dia da eleição… Cadê a lista de sócios com poderes de voto? E a relação de concorrentes aptos a presidir um time como o Bahia?

Vamos no boca a boca apressar os indecisos e incentivar bons nomes.

Precisamos contratar laterais, meia armador, mais atacantes. É inevitável a dispensa de alguns jogadores. Vamos rever os contratos, encontrar brechas e abrir espaço para quem joga bola de verdade. Nada está perdido. Vamos corrigir as falhas de ontem contra o Grêmio que nos aplicou 3 x 0, erguer a cabeça e partir pra luta. Ainda bem que contamos com promessas no banco que podem nos ajudar e muito. Tem Feijão no prato, Lucas Fonseca no banco.

Vamos lá, Cristóvão, reavalie com serenidade a escalação e vamos imaginando por aqui um Bahia melhor, com chances de ser comandado por um executivo de novas e boas ideias e direcionamento adequado para empurrar o Bahia para o alto e além ….

Vamos lá Bahêêêa…… Cadê nossa força???

Fonte: Portal Bahiacomorgulho.com

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