O ano de 1931 começou com o nascimento de um gigante. O E. C. Bahia engatinhou com passos certeiros desde o primeiro dia daquele ano e se transformou no Esquadrão de Aço. Um tricolor original que traz no sangue a representatividade de um Estado que ansiava pelas cores azul, vermelha e branca para esquentar ainda mais as arquibancadas do extinto Campo da Graça, onde protagonizou partidas históricas. O Bahia chegou para cativar o público, conquistar torcedores, buscar títulos, ampliar horizontes.

Em 2013 estamos cravando 82 anos. Uma história escrita por várias mãos (e pés) e conhecida pelos títulos suados, grandes ídolos e torcida apaixonada.

Inspirados pelo otimismo de início de ano, podemos dizer que há vários caminhos para trilhar, que é possível vislumbrar novos horizontes e almejar dias bem diferentes daqueles que vivenciamos nos últimos tempos.

Preciso seguir alguns mandamentos básicos:

Não quero mais comemorar por ter escapado do rebaixamento, não posso me conformar em completar dois meses sem vencer em casa, não  quero me contentar com patrocinador que nos fornece um material que nem mesmo é nosso uniforme oficial. Êpppa. É bom parar. Tenho certeza que se continuar vamos ficar atordoados com os estragos. E hoje é dia de festa, dia de aniversário do Bahia, o dono dos nossos corações.

Mas é necessário não errar o alvo. A nova Fonte está vindo aí. Vamos montar um time capaz de honrar o gramado que vai servir à Copa das Confederações e à Copa do Mundo. Vamos programar o plantel para disputar o Baianão e o Brasileiro com a dignidade de representar o time que abrigou gente inesquecível como Baiaco, Douglas, Osni, Beijoca, Dadá Maravilha, Bobô, Nonato e tantos outros defensores e matadores de dar inveja a qualquer time grande.

Quero me orgulhar de ter no elenco jogadores cotados para a Seleção Brasileira. Quero muito mais para o meu Bahêa!!

 Se me convidassem para partir o bolo iria focar em uma lista de ações que precisamos desenvolver para atingir o sucesso que merecemos.

Ah, meu Bahia, preciso tanto que você não esqueça de sua grandeza! Que és gigante na vontade, na garra, na alma.

Vou torcer pelas contratações que realmente precisamos, vamos evitar os gastos com futilidades, cuidar para evitar contratos longos com jogadores em final de carreira, dar atenção às nossas bases e aos olheiros de responsa. Vamos apostar também em um Centro de Treinamento com características modernas. Precisamos inovar, investir em qualidade e descobrir profissionais que vistam a camisa com o peso de duas estrelas douradas e com garra e talento suficientes para injetar permanentemente ânimo e espírito de união na equipe que carrega no currículo 44 conquistas estaduais, entre elas um inesquecível e emocionante título de  heptacampeão, em 1979, com aquele gol memorável de Fito.

Quem de nós que frequentou a Fonte Nova na década de 80 não se lembra do refrão…. “eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar…”?

Quem não se lembra do folclórico centroavante Dadá Maravilha que igual a  helicóptero e Beija Flor parava no ar?

Quem não se lembra das frases e principalmente da capacidade que Baiaco tinha de tornar imóveis os adversários?

E dos dribles do baixinho Osni que enlouquecia qualquer BaVi ?

E das tiradas de esquerda de Gilson Gênio?

E da elegância sutil de Bobô?

Vai esquecer do sangue no olho de Lourinho, o maior personagem das arquibancadas tricolores, com suas mil e umas oferendas ?

Ê Bahia, Bahia, sua história é meu guia. Minha alegria é gritar seu gol, é ganhar mais um título, é vencer com carisma, emoção e personalidade.

Parabéns, Bahia. Mais um ano de vida, alegria e movimento na rede adversária. Um ano para ser o melhor que pode ser. Para honrar sua história, sua torcida, seu estádio.

Artigo publicado no site bahiacomorgulho.com

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