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A constatação é inaceitável assim como os números que transformam o Brasil no oitavo país com maior índice de analfabetos absolutos e funcionais do planeta. Um constrangimento mundial. São mais de 60 milhões, ou seja, 1/3 de nossa população não sabe ler e escrever. Os que pouco sabem (analfabetos funcionais) não conseguem interpretar um texto ou realizar cálculos matemáticos mais complexos.

Isso significa que o país precisa de forma urgente se envolver em uma grande ação com força persuasiva capaz de alcançar especificamente os jovens acima de 15 anos e adultos até 40 que desenham o novo perfil de analfabetos brasileiros.

A falta de acesso e de qualidade é o que mais compromete a aprendizagem por isso muitos estudantes brasileiros que frequentam a escola saem sem a instrução adequada endossando pesquisas que cada vez mais nos preocupam.

A interpretação dos dados nos leva a entender que a situação é grave. O Brasil gasta mais de R$ 10 bilhões anuais com despesas extras salariais de funcionários do alto escalão nas três esferas de governo. No entanto, não se preocupa diretamente com a valorização dos professores. Na esteira desse raciocínio cabe a pergunta: como a cidadania dos 60 milhões de analfabetos brasileiros não ficar comprometida se a falta de conhecimento restringe a capacidade de compreensão da realidade?

Nossa consciência cidadã vem sendo ferida mortalmente durante décadas de ensino deficiente, vexatório até. Um estudo de 2012 apontou que o analfabetismo funcional – existem vários graus – entre os universitários brasileiros chega a 38%, o que reflete o expressivo e condenável crescimento das universidades de baixa qualidade.

Dessa forma, como monitorar e cobrar dos políticos ações efetivas em prol da população? Quais mecanismos utilizar para brigar por reformas institucionais? Para buscar a derrocada da corrupção, da desigualdade e das mordomias? A limitação das atitudes dos analfabetos deve interessar à uma avantajada parcela de políticos acostumados a manipular a situação. Afinal, o analfabetismo é sim um sistema escravocrata que perpetua tudo que está aí e que não serve.

O adulto que estuda tem possibilidades reais de modificar seu presente e especialmente seu futuro, aumentando o ganho salarial em média 10% a cada ano de escolaridade e reforçando a autoestima e percepção de mundo. Pais alfabetizados reforçam a referência e a inspiração para os filhos além de combater diretamente a evasão escolar e acompanhar o desenvolvimento da prole na escola.

Entendemos que para a reversão dessa realidade, programas sociais de abrangência nacional com participação de diferentes classes sociais, sindicais, religiosas e políticas podem efetivamente melhorar os números e o destino de uma nação que clama por mudanças sociais urgentes e duradouras. Sem dúvida que o caminho mais seguro é a Educação de qualidade para todos.

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