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O Brasil e os resultados do IDEB

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Por Bacelar para o Mais Região

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, mais conhecido pela sigla IDEB, é um indicador utilizado pelo Ministério da Educação para avaliar a qualidade dos ensinos fundamental e médio, abrangendo as redes pública e privada; mostra, de forma clara e numa escala de 0 a 10, em que medida os estudantes estão aprendendo e passando de ano.

Publicados agora, em setembro, os resultados atuais do IDEB registram alguns progressos em relação ao ano anterior; e isto, sem dúvida, é um fato a ser comemorado, porque os números mostram que algo está mudando. E, de uma forma geral, mudando para melhor.

Entretanto, não podemos comemorar demais; esta melhora ainda é muito tímida, principalmente em um País como o nosso, que tem uma longa história de descaso com a Educação. Não é o caso de soltarmos foguetes, mas de continuarmos alertas para manter e ampliar os avanços que conseguimos.

Para facilitar o entendimento, vejamos um exemplo prático: imagine que o seu filho, que só tirava notas 2 e 3, consegue um 4. Claro, você vai se alegrar com a melhora; mas sabe que isso não adianta muito se ele precisa de um 6 para ser aprovado. Entendeu?

Os melhores resultados foram alcançados nos anos iniciais do ensino fundamental, graças ao maior acesso das crianças à pré-escola e programas específicos, como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), um compromisso entre governo federal, estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade.

Mas os resultados não foram tão bons nos anos finais do Ensino Fundamental e mostraram-se alarmantes no Ensino Médio, onde continuam estagnados em um patamar muito abaixo das nossas necessidades. Este assunto, por sua gravidade, pretendemos abordar especificamente em outra coluna.

No caso particular de Salvador, que subiu da 25a para a 17a colocação no ranking das capitais, vale relembrar que resultados na Educação não acontecem de um ano para o outro; a evolução, que agora se comprova, foi gradativa; começou em 2009 e dela me orgulho de ter participado como Secretário Municipal de Educação.

Como entusiasta e estudioso da Educação, atribuo esta melhora, principalmente, ao trabalho dos quadros técnicos da Secretaria Municipal de Educação, nos últimos seis anos. Os diretores, coordenadores e professores são os responsáveis pela aplicação da metodologia educacional, com o envolvimento dos pais de alunos. Demos os maiores aumentos salariais do país aos docentes e convocamos sete mil educadores para os quadros da Secretaria, além da reforma física das escolas e da formação de professores. Tudo isto valorizou a categoria e contribuiu para a melhoria da qualidade no ensino fundamental.

Também na Educação é preciso plantar boas sementes para ter uma boa colheita. Precisamos estar atentos, apoiando iniciativas que aperfeiçoem o ensino público, como a Lei de Responsabilidade Educacional (LRE), que está em tramitação no Congresso Nacional e, quando aprovada, virá modificar para sempre a Educação no Brasil!

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