Início de ano significa para milhões de brasileiros várias despesas a mais. O orçamento pesa especialmente para famílias com mais de um filho na escola. O custo de uma criança matriculada na rede privada é mais alto do que o de um adulto na faculdade. Além das mensalidades em alta há outra intensa batalha a travar nas livrarias. Os livros e materiais escolares são alvo de avaliação pelos órgãos de proteção ao consumidor e o resultado é o pior possível. Pagamos cerca de 40% de impostos que incidem sobre esses produtos.

Os Procons de todo o Brasil divulgaram pesquisas dando conta de uma variação absurda, podendo atingir até 1.800% como aconteceu em Manaus no caso do bloco ortográfico. Em média nas capitais a variação ultrapassa os 500%. Em Florianópolis foram avaliados 57 itens em 10 estabelecimentos comerciais e o levantamento final apontou uma variação de 533%. Dentre os itens que mais pesaram estão a régua de plástico transparente e o corretivo líquido.

Inconformados com essa situação os pais se perguntam: onde estão as leis desse país para proteger o cidadão? Há o mercado aberto com livre concorrência. Certo, mas é absurda a avareza dos comerciantes. A carga tributária excessiva sobre o material termina revolucionando para pior o mercado da matemática educacional nossa de cada dia. Para se ter uma ideia pagamos mais da metade de impostos quando compramos uma simples caneta esferográfica.

Se houver um jeito de reduzir o peso dos impostos que incidem sobre livros e materiais escolares teremos uma situação melhor ao visitarmos as livrarias, papelarias e congêneres.

Mas, vale uma dica: antes de sair de casa tome o cuidado de pesquisar os preços, escolhendo os itens com calma pela Internet. Ir à rua já com destino certo ajuda e muito a economizar tempo e dinheiro.

Na nossa rede municipal de ensino incrementamos esse ano a logística de distribuição de material escolar para abastecer as 426 escolas. Já foi iniciado esse trabalho. Aos pais não é solicitado nenhum material. As unidades recebem e repassam ao aluno papel, cola, lápis, caneta, borracha, caderno, livros. Para os menores matriculados na educação infantil o cuidado é ainda maior; incluímos a distribuição de fraldas descartáveis, shampoo, sabonete líquido e objetos de higiene pessoal.

Esperamos por dias melhores em que a mensalidade nas escolas privadas seja proporcional ao ensino oferecido e que todas as exigências de taxas extras que despencam na cabeça dos pais tal qual estrelas cadentes sejam transferidas de verdade para o enriquecimento do aprendizado e as vivências extra classe. Além disso vamos trabalhar juntos em prol de uma educação de qualidade para todos com custo zero e melhor aprendizado.

Artigo publicado no site politicalivre.com.br

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