Por PTN Bahia

Dia Nacional do Orgulho Gay pode ser comemorado com festa e desfile. Mas principalmente com conscientização. Em vários cantos do país, a militância LGBT se reúne para pensar estratégias de mobilização por um mundo livre de preconceitos.

A principal bandeira do Núcleo LGBT do PTN Bahia é a campanha #SomosTodosFamília. A definição do conceito é simples, segundo a fisioterapeuta Rafaela Garcez, presidente do Núcleo. “Para a família existir não precisa rótulos. O que importa são os laços afetivos”, diz.

“A população LGBT hoje tem voz e coragem para dizer o que pensa. No entanto, o que ainda nos aflige é a violência contra quem não é hetero. É inadmissível a disseminação do ódio apenas porque um não concorda com a orientação sexual do outro”.

A discussão de gêneros está mais pulsante, como explica Rafaela. “A diversidade está revelada em toda parte; na mídia, nas ruas e redes sociais. Sinal de que estamos driblando o preconceito e construindo um panorama em que todos possam ter o seu espaço. Acreditamos em um mundo com melhores perspectivas e em que as relações sejam baseadas pelo respeito às diferenças”.

A ausência de leis federais que protejam a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) é um dos principais obstáculos para o combate à homofobia e à transfobia. Até o momento, nenhum projeto de lei que criminalize preconceito e discriminação por causa de orientação sexual ou identidade de gênero conseguiu aprovação no Congresso Nacional. A causa é apoiada pelo deputado federal Bacelar, presidente do PTN na Bahia.

Na próxima segunda (27), o Núcleo LGBT do PTN vai estar representado no Seminário “Direito à Livre Expressão Sexual e Condutas Discriminatórias”, organizado pela Comissão de Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia da OAB e a Escola Superior de Advocacia (ESA).

O evento é gratuito e pretende abordar o direito à identidade de gênero e à sexualidade, com enfoque nas mulheres lésbicas, travestis e transexuais. Uma das palestrantes é Márcia Rocha, travesti, advogada e integrante da Comissão da Diversidade Sexual da OAB-SP.

“Eventos chancelados por uma instituição séria como a OAB nos fazem refletir que é necessário estabelecer políticas que transformem em crime tipificado ações de violência geradas apenas pelo preconceito. No mais, nos orgulhamos de ser quem somos”.

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